Juros no crédito da casa sobem para valor mais elevado desde setembro de 2012 (com áudio)

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação foi 1,898% em dezembro, o valor mais elevado desde setembro de 2012, traduzindo uma subida de 30,1 pontos base face a novembro.

A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em dezembro para 1,898%, mais 30,1 pontos base do que em novembro (1,597%) e o valor mais elevado desde setembro de 2012.

De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nos contratos celebrados nos últimos três meses o subiu de 2,365% em novembro para 2,715% em dezembro.

Para o destino de financiamento “aquisição de habitação”, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos subiu para 1,903%, ou seja, mais 29,7 pontos base face a novembro. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro aumentou 35 pontos base face ao mês anterior, fixando-se em 2,722%.

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação subiu 11 euros, para 299 euros, valor mais elevado desde abril de 2009. Deste valor, 99 euros (33%) correspondem a pagamento de juros e 200 euros (67%) a capital amortizado, indica o INE.

Comparativamente com dezembro de 2021, a componente de juros representava 16% do valor médio da prestação (253 euros). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação subiu 29 euros, para 536 euros.

O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 241 euros em dezembro face ao mês anterior, fixando-se em 62.004 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi 130.202 euros, mais 1.038 euros que em novembro.

Recomendadas

BCE desce requisito de capital da CGD e mantém no BCP e Novobanco

O banco central liderado por Christine Lagarde reduziu o requisito de capital (pilar 2) de 2% para 1,90% no banco estatal, em 2023. No BCP e no Novobanco, manteve-se nos 2,5% e nos 3%, respetivamente.

Lucros do Société Générale recuam com aumento das provisões para malparado

Os lucros do terceiro maior banco francês recuaram mais de 60% em 2022, em comparação com o ano anterior, num período em que reforçou as provisões para responder ao aumento do crédito malparado.

Juiz recusa novas condições de fiança para o fundador da FTX

O juiz Lewis Kaplan recusou a nova proposta dos advogados para as condições de fiança de Sam Bankman-Fried.
Comentários