Juros de Portugal a 10 anos em máximos de nove meses

A ‘Yield’ da dívida portuguesa fixa-se em máximos desde fevereiro. Também os juros de Espanha e Itália estão em rota ascendente.

Os juros da dívida de Portugal a 10 anos fixam-se no nível mais elevado em nove meses, nos 3,830%, com os títulos a serem dos mais penalizados com a turbulência no mercado de obrigações que se verificou nos últimos dias devido à vitória de Trump nas eleições nos Estados Unidos.

Uma das primeiras consequências da vitória de Donald Trump foi a subida das ‘yields’ americanas. O mercado americano de dívida é o maior do mundo e os seus movimentos influenciam os restantes mercados obrigacionistas.

Assim, desde a semana passada que se tem assistido a uma subida generalizada das yields mundiais, um movimento que ganha uma maior expressão nos países em que a dívida pública é elevada, como a Espanha, Itália – os juros destes países periféricos estão hoje em rota ascendente.

O IGCP informou que até ao final do ano deveria avançar com um leilão de obrigações do Tesouro na próxima quarta-feira (23 de Novembro) com maturidades em Outubro de 2022 e Julho de 2016 num montante de mil milhões de euros.

Recomendadas

Embargo europeu ao petróleo russo: o que esperar? Veja os gráficos da semana no “Mercados em Ação”

Veja os destaques na rubrica “Gráficos da Semana”, da responsabilidade de Marco Silva, consultor de estratégia e investimento, no programa que contou com a análise de Mário Martins, administrador da ActivTrades Brasil.

Mercados fecham em alta e PSI acompanha. Juros soberanos voltam a disparar

A dívida soberana alemã a 10 anos dispara 11,32 pontos base para 1,93% e arrasta consigo os juros dos países periféricos. O mercado de ações valoriza transversalmente na Europa.

Washington sanciona empresas chinesas, uma delas cotada no Nasdaq

Os Estados Unidos impuseram esta sexta-feira sanções económicas a dois dirigentes de firmas chinesas e às suas empresas, uma das quais cotada no índice Nasdaq, acusados de pesca ilegal, trabalho forçado e violações dos direitos humanos.
Comentários