Justiça argentina ordena prisão da ex-presidente Cristina Kirchner

A ordem de detenção surgiu do juiz federal Claudio Bonadio e no âmbito da investigação à assinatura de um memorando entre o governo argentino e o Irão.

A justiça argentina ordenou esta quinta-feira a prisão da ex-presidente Cristina Elisabet Fernández de Kirchner. A ordem de detenção surgiu do juiz federal Claudio Bonadio e no âmbito da investigação à assinatura de um memorando entre o governo argentino e o Irão. O magistrado alega que Cristina Kirchner poderá ter tentado encobrir o papel do Irão no bombardeio de um centro comunitário judaico em 1994, de acordo com a informação avançada pela agência noticiosa local Telam.

Antes de a antiga presidente da Argentina, que governou o país sul-americano entre 2007 e 2015, ser mesmo detida, o Congresso ainda terá de votar se lhe levanta a imunidade parlamentar de que usufrui por ser senadora. O mandado de detenção da ex-presidente argentina surge apenas três dias depois de o governo ter dito que suspeitava de corrupção no processo de reparação do submarino ARA San Juan, durante o mandato de Cristina Kirchner.

Em causa está uma auditoria que terá mostrado que foram utilizados materiais inadequados e sem a qualidade exigida durante uma reparação do submarino, entre 2008 e 2014.  O submarino encontra-se desaparecido desde o dia 15 de novembro. O ARA tinha 44 tripulantes a bordo e navegava no Atlântico sul quando deixou de ser localizado.

“Houve uma denúncia por corrupção que foi arquivada sem ser investigada e dava conta de algumas anomalias que existiam”, disse o ministro da Defesa argentino. “O que pude comprovar é que tinha que ser consertado em dois anos e demorou cinco”, acrescentou Oscar Aguad, numa entrevista ao canal TN.

No mês passado, Cristina Kirchner e mais 23 senadores tomaram posse na Argentina, numa sessão especial no Congresso, em Buenos Aires. A governante assumiu o compromisso de ser a cara da província onde se localiza a capital argentina, num mandato de seis anos.

Tal como noticiou a agência noticiosa espanhola EFE, a eleição da ex-chefe de Estado para o Senado esteve envolta em polémica, uma vez que o cargo lhe dá imunidade parlamentar perante às investigações de que é alvo, por exemplo, por suspeitas de corrupção.

 

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