Ex-procurador acusado de corrupção aponta o dedo a Carlos Silva e Proença de Carvalho

A PGR confirma que está a investigar as declarações do ex-procurador Orlando Figueira, que é acusado de corrupção. Proença de Carvalho vai apresenta queixa crime contra o ex-procurador, por difamação.

Cristina Bernardo

A justiça está a investigar a veracidade das declarações do ex-procurador Orlando Figueira sobre o gestor angolano Carlos Silva e o seu advogado Daniel Proença de Carvalho. Orlando Figueira alega, agindo em nome de Carlos Silva, o advogado lhe terá prometido emprego e o pagamento das despesas com a sua defesa, caso o procurador se mantivesse em sigilo determinadas matérias, avança o jornal ‘Correio da Manhã’.

Questionado sobre o caso pelo jornal, Daniel Proença de Carvalho afirmou que desconhece o requerimento. “Irei agora pedir para ter acesso ao mesmo e procederei à instauração de um procedimento criminal contra Orlando Figueira”, afirma ao ‘CM’.

“Chegou a altura de dizer basta e de contar toda a verdade!!!”, escreveu Orlando Figueira num requerimento enviado ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Ao longo de 44 páginas, o ex-procurador alega que lhe terão pedido para que permanecesse calado em relação ao envolvimento de Carlos Silva, vice-presidente do BCP, na sua contratação para Angola e da “existência da conta de Andorra”.

Orlando Figueira indica que a conta em Andorra, território offshore, terá servido para o pagamento do seu silêncio. Incluindo pra pagar ao advogado Paulo Sá e Cunha para que o defender no âmbito do processo Fizz, onde estava indiciado pela prática de corrupção e fraude fiscal. Além disso, Carlos Silva terá-lhe-á prometido “um emprego futuro” para que o caso permanecesse em segredo.

O ‘CM’ indica que, quando Orlando Figueira começou a ser investigado no âmbito da Operação Fizz, por ter recebido mais de 73 mil euros do antigo vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, falou de imediato com Daniel Proença de Carvalho, que lhe terá piscado o olho e assegurado que resolveria tudo. Agora, nota o ‘CM’, Orlando Figueira quebra o silêncio por sentir que foi “enganado” e “estar na miséria”.

Ao ‘CM’, a Procuradoria-Geral da República (PGR) garante que se “encontra a recolher e a analisar elementos, com vista a decidir quais os procedimentos a desencadear”.

 

 

Recomendadas

Deputada do PSD Paula Cardoso defende mais sanções para punir crimes sexuais em guerra

A deputada do PSD Paula Cardoso defendeu hoje o reforço de meios internacionais para julgar responsáveis por violência sexual em cenários de conflito e o uso de outro tipo de penalidades, como sanções económicas, para proporcionar justiça às vítimas. 

Prisão preventiva para 31 dos 35 arguidos suspeitos de tráfico de pessoas no Alentejo

Carlos Alexandre determinou a prisão preventiva para 31 arguidos, oito dos quais com possibilidade de ficar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, caso o relatório do DGRSP seja favorável.

Primeiro-ministro reafirma prioridade do Governo no combate à violência doméstica (com áudio)

O primeiro-ministro, António Costa, reafirmou a “prioridade do Governo” no combate à violência doméstica, sublinhando o “reforço de verbas” no OE 2023. A GNR lança esta sexta-feira uma campanha de combate ao flagelo.
Comentários