Kaspersky cria antivírus a pensar nas famílias (pais podem bloquear sites indesejados para segurança das crianças)

O novo sistema na cloud tem funcionalidades específicas para o utilizador doméstico, como a proteção da webcam ou notificações para os menos ‘experts’ em cibersegurança. “No mundo empresarial já temos utilizado tecnologias como o machine learning. O que fizemos foi transladar esse conceito ao utilizador doméstico”, explica Alfonso Ramírez, diretor geral da Kaspersky Lab em Espanha, na apresentação do Kaspersky Security Cloud à imprensa, em Madrid.

Talvez seja um dos vários internautas que tem um papel colado à webcam do computador ou conhece quem o faça, para evitar a intrusão de piratas informáticos – este hábito pode ter os dias contados. A empresa de software de segurança online Kaspersky quer pôr fim a transtornos e, no seu novo produto, direcionou o know-how adquirido em proteção de empresas para focar-se na do utilizador doméstico.

O Kaspersky Security Cloud é o antivírus na ‘nuvem’ que não precisa de ser manuseado por experts em segurança online, uma vez que aconselha e proporciona alertas inteligentes (alerta, com notificações, para possíveis vulnerabilidade e explica como fazer os ajustes necessários no sistema) e verifica o estado do disco rígido do PC.

“Este não é um produto em si. É mais um serviço. No mundo empresarial já temos utilizado tecnologias como o machine learning. O que fizemos foi transladar esse conceito ao utilizador doméstico”, explicou ao Jornal Económico, Alfonso Ramírez, diretor geral da Kaspersky Lab em Espanha.

Segundo o porta-voz espanhol, “o produto adapta-se ao momento que a pessoa está da sua vida”: “Se está em casa, conectado ao Wi-Fi caseiro, o produto vai-se comportar de uma maneira. Se estás fora, vais ao Starbucks tomar café, vai detetar que te estás a ligar a uma rede pública e automaticamente vai ligar na VPN para fazer com que a ligação seja segura. Caso veja que a pessoa vai fazer um pagamento ativa o modo de fraud prevention (prevenção de fraude), um sandbox”.

O produto – que é caracterizado como um serviço pela adaptação ao comportamento online do utilizador – tem também um assistente pessoal de segurança (Security Live) com informações em tempo real. Além disso, deteta todos os dispositivos que estão ligados ao Wi-Fi doméstico, diz ao seu proprietário quando um novo foi adicionado e sabe se houve um acesso não autorizado à webcam do computador.

Num encontro com jornalistas em Madrid, Vicente Diaz, da equipa de Global Research & Analysis da Kaspersky Lab, começou por contextualizar a assistência sobre aquilo que se entende quando os especialistas se referem aa ameaças avançadas. Spoiler alert: hackers que se infiltram no sistema informático de um banco e/ou que desenham, durante um longo tempo, um código malicioso com equipas qualificadas entram na lista. A empresa russa informou ainda que atualizou o desempenho, o modo de configuração e a eficiência de deteção das gamas de soluções premium da marca (Kaspersky Internet Security e Kaspersky Total Security).

Relativamente a Espanha e a Portugal, o responsável da Kaspersky adiantou que alguns das particularidades que detetaram em termos de cibersegurança este ano foram ataques de força bruta a mineiros de criptomoedas e vários CVE [Common Vulnerabilities and Exposures] de 2017. “Os ataques tipo APT [Advanced Persistent Threat] estão a crescer e com diferentes objetivos. Em vez de atacarem os dispositivos atacam o router, de modo a que todos os dados fiquem vulneráveis. O poder destas empresas de criar redes, de saber quem influenciar e quem influenciar”, disse Vicente Diaz, na apresentação dos novos produtos à imprensa ibérica, na capital espanhola.

Por sua vez, Pedro García-Villacanãs, diretor técnico da Kaspersky Lab Ibéria, lembrou que a evolução de estilos de consumo a que se assiste nos dias de hoje – mobilidade total, utilização dos aparelhos eletrónicos em qualquer lugar, dispositivos e contas com armazenamento de dados em diversos sítios – coincide com a evolução das ciberameaças. A nova solução procura responder a estes desafios, pelo que auxilia o utilizador a fazer a gestão do acesso automático às várias contas que tenha ligadas (criando, por exemplo, outras passwords seguras que podem ser utilizadas em qualquer lugar). “Diz-te quantas localizações estamos a usar com mais frequência e protege os dados em redes não seguras através de VPN adaptável”, sublinha.

O pacote familiar possui controlo parental inteligente, com localizador GPS, que tanto permite bloquear conteúdos maliciosos e/ou indesejados e definir uma área de segurança na qual o(a) filho(a) se pode deslocar – sendo que a criança sabe de antemão que os pais têm esse conhecimento – como ler conselhos sobre como falar com as crianças sobre cibersegurança. “Se sair desse perímetro de segurança podemos recebemos um alerta e podemos ligar-lhe”, sugere Pedro García-Villacanãs.

O novo produto procura responder também à constante necessidade de poupança da bateria dos smartphones e de segurança ‘daquela’ fotografia ou ‘daquele’ trabalho’. Como tal, tem um mecanismo que monitoriza as definições inseguras e as aplicações desnecessárias que os clientes têm no telefone e de um que faz backups regulares de documentos importantes.

A versão familiar do Kaspersky Security Cloud cobre até 20 contas e 20 dispositivos, com um custo de cerca de 139 euros, e a pessoa abarca cinco dispositivos e todas as funcionalidades para uma só conta, por cerca de 69 euros.

*A jornalista viajou até Madrid a convite da Kaspersky

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