Kim Jong-un promete reunir-se “muitas vezes” com o homólogo sul-coreano em 2019

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prometeu, numa carta endereçada ao governo sul-coreano, reunir-se “muitas vezes” em 2019 com o seu homólogo Moon Jae-in para debater a desnuclearização da península, revelou hoje o gabinete do presidente sul-coreano.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prometeu, numa carta endereçada ao governo sul-coreano, reunir-se “muitas vezes” em 2019 com o seu homólogo Moon Jae-in para debater a desnuclearização da península, revelou hoje o gabinete do presidente sul-coreano.

Numa carta endereçada à presidência sul-coreana para marcar o final do ano, Kim Jong-un “expressou a sua intenção de se reunir frequentemente com o senhor Moon em 2019”, para promover a paz e de “resolverem juntos o problema da desnuclearização da península”, revelou um porta-voz da presidência sul-coreana, citado pela Agência France Presse.

O líder norte-coreano encontrou-se três vezes com o homólogo sul-coreano três em 2018: duas vezes em Panmunjeon, uma localidade situada na fronteira entre os dois países, e uma vez em Pyongyang, a capital norte-coreana.

Na visita mais recente, em setembro, Kim Jong-un tinha prometido visitar a capital sul-coreana, Seul, “o mais brevemente possível”, iniciando rumores de que tal aconteceria no final deste ano.

No entanto, tal não aconteceu, algo que o líder norte-coreano disse na carta “lamentar muito”, revelou o porta-voz do presidente sul-coreano, acrescentando que Kim Jong-un “manifestou um firme desejo de visitar Seul para falar sobre o futuro”.

Os dois países vizinhos estão, no papel, ainda em guerra, já que a guerra da Coreia (1950-1953) terminou com um cessar-fogo e não com um tratado de paz.

Em 2018, Seul e Pyongyang deram passos sem precedentes em direção à paz. Duas cimeiras, em abril e setembro, reuniões de famílias separadas pela guerra, uma candidatura conjunta aos Jogos Olímpicos e até um plano para restabelecer as ligações ferroviárias entre o Norte e o Sul.

O tratado de paz, exigido pelo líder norte-coreano para dar início à desnuclearização, continua a depender do ‘sinal verde’ dos Estados Unidos, país do qual Pyongyang espera também “medidas proporcionais” para avançar com o processo.

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