Kremlin afasta cenário de recrutamento de soldados à força

As declarações foram proferidas numa altura em que se acredita que Putin poderia estar a pensar avançar com essa medida, um cenário que os serviços secretos norte-americanos avançaram como provável.

A Rússia não planeia fazer uma declaração de lei marcial no país, de acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Esta medida iria permitir ao Governo russo mobilizar cidadãos para o exército para reforçar o contingente humano na Ucrânia.

As declarações foram proferidas numa altura em que se acredita que Putin poderia estar a pensar avançar com essa medida, um cenário que os serviços secretos norte-americanos avançaram como provável.

“Não, não existem tais planos”, assegurou Peskov numa conferência de imprensa, quando questionado se Putin ponderava avançar com a lei marcial na Rússia, citado pela “Interfax”.

Convidado a descrever a situação política na Federação Russa, Peskov classificou-se como “estável”.

Entre outros pontos, a conferência tocou nas palavras do antigo conselheiro presidencial russo Sergei Glazyev, que disse que o ocidente se estava a preparar para um golpe na Rússia.

“Lamentavelmente, não sei em que se baseiam as conclusões de Glazyev, pelo que nada posso dizer sobre o assunto”, respondeu Peskov.

Peskov sublinhou ainda que a Rússia está grata à Turquia por ter criado condições para as conversações entre Kiev e Moscovo, notando que, porén, começaram sem mediadores, e continuaram sem mediadores “muito lenta e infrutuosamente”.

“De facto, avaliamos bastante bem e apreciamos os esforços envidados pelos nossos colegas turcos para criar as condições necessárias para a reunião realizada em Istambul”, disse ainda o chefe da diplomacia russa.

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