Kremlin rejeita que troca de prisioneiros seja melhoria das relações Rússia-EUA

“Essas negociações trataram exclusivamente da questão da troca [de prisioneiros], pelo que é errado tirar conclusões hipotéticas de que isso pode ser um passo para superar a crise que vivemos atualmente nas relações bilaterais”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ao jornal Izvestia.

A presidência russa (Kremlin) considerou hoje que as negociações entre a Rússia e os Estados Unidos que levaram a uma troca de prisioneiros não podem ser consideradas como uma melhoria das relações entre os dois países.

“Essas negociações trataram exclusivamente da questão da troca [de prisioneiros], pelo que é errado tirar conclusões hipotéticas de que isso pode ser um passo para superar a crise que vivemos atualmente nas relações bilaterais”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ao jornal Izvestia.

“As relações bilaterais continuam num estado lamentável”, acrescentou.

A Rússia e os Estados Unidos trocaram, na quinta-feira, a jogadora de basquetebol norte-americana Brittney Griner pelo traficante de armas russo Viktor But, no aeroporto de Abu Dhabi.

A administração do Presidente dos EUA, Joe Biden, autorizou o regresso à Rússia de Viktor Bout, um conhecido traficante de armas que estava a cumprir uma pena de 25 anos de prisão em solo norte-americano, para conseguir a devolução por Moscovo da atleta de 32 anos.

Griner, que venceu duas medalhas de ouro olímpicas pelos Estados Unidos, foi detida no aeroporto de Moscovo em fevereiro por alegada posse de droga e, em agosto, condenada a nove anos e meio de prisão.

O acordo foi conseguido depois de vários meses de negociações com a presidência russa, numa altura em que as relações entre os dois países estão ainda mais tensas e deterioradas por causa da invasão da Rússia à Ucrânia.

O caso dividiu a oposição pública nos Estados Unidos, sobretudo devido à possível libertação de Viktor Bout, um ex-coronel do exército russo, dado como culpado de vender milhões de dólares em armas em solo norte-americano, que seriam utilizadas para atacar o país.

O porta-voz do Kremlin confirmou que Bout chegou a casa, em Moscovo, na quinta-feira à noite, e, de acordo com a agência oficial de notícias TASS, está exausto depois de três dias sem dormir, mas grato pelo bom tratamento que recebeu dos agentes norte-americanos que o levaram para Abu Dhabi.

Peskov, que não quis revelar detalhes da troca além do envolvimento dos serviços especiais dos dois países, disse que o Kremlin deseja uma “rápida recuperação”.

“O mais importante é que um cidadão russo, privado de liberdade nos EUA durante 14 anos, depois de uma detenção absolutamente ilegal, tenha voltado para casa”, sublinhou.

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