Lavrov considerado ‘persona non grata’ pela Polónia

A Rússia denunciou hoje uma decisão “provocatória” de Varsóvia após a Polónia ter recusado a entrada no país do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, para uma reunião ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

POOL/Reuters

“A decisão da Polónia (…) é provocatória e sem precedentes”, disse a diplomacia russa numa declaração.

“Varsóvia não só se desacreditou a si própria desta forma, como causou danos irreparáveis à autoridade de toda a Organização” para a segurança e cooperação na Europa, acrescenta a declaração.

A Polónia, que acolhe a reunião ministerial da OSCE no início de dezembro, anunciou na sexta-feira que tinha negado a entrada de Lavrov no seu território.

“Esperamos que a Federação Russa escolha os membros da sua delegação em conformidade com os regulamentos em vigor”, disse à Agência France Presse uma fonte da presidência anual rotativa, atualmente exercida por Varsóvia.

A mesma fonte acrescentou que a delegação russa não deveria “incluir pessoas sancionadas pela União Europeia (UE)” na sequência da ofensiva russa na Ucrânia a 24 de fevereiro, incluindo Sergei Lavrov.

“Estamos convencidos de que todos os políticos razoáveis partilham da opinião do lado russo de que tais ações são inaceitáveis”, reagiu a diplomacia russa.

“Estas decisões destrutivas dos polacos […] estão a empurrar a OSCE para o abismo”, disse, acusando a organização de se tornar um “campo” para “exercícios antirrussos”.

A reunião dos 57 ministros dos negócios estrangeiros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa decorrerá a 01 e 02 de dezembro, em Lodz, uma cidade no centro da Polónia.

A delegação russa será chefiada pelo embaixador russo na OSCE, Alexander Lukashovich, de acordo com Moscovo.

A OSCE tem sede em Viena, Áustria, desde que foi criada em 1975 no auge da Guerra Fria para promover o diálogo leste-oeste.

A reunião ministerial anual da OSCE, a que Lavrov costuma assistir, é o órgão central desta organização internacional, responsável pelas suas decisões, constituindo uma oportunidade para os ministros dos negócios estrangeiros discutirem o trabalho da OSCE em todas as áreas de atividade.

Recomendadas

ONU em São Tomé elogia autoridades após ataque a quartel e pede que país seja “bom aluno”

Em entrevista à Lusa, Eric Overvest declarou que o escritório da ONU em São Tomé e Príncipe acompanhou, ao longo do dia, os acontecimentos, junto das autoridades, na sequência do assalto, por quatro homens, ao quartel militar, que o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, classificou como “tentativa de golpe de Estado”.

PremiumJoe Biden arrisca teto para o preço do petróleo russo

A decisão não conseguiu consenso na União Europeia. Moscovo adverte que pode ser o primeiro passo para uma crise petrolífera sem precedentes. Com a Ucrânia às escuras e com frio, o Kremlin acha que a NATO já está a combater a Rússia.

Ex-ministro das Finanças do Luxemburgo vai liderar fundo de resgate da zona euro

Num comunicado hoje divulgado, o fundo de resgate do euro indica que “o Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade, que junta os 19 ministros das Finanças da moeda única, nomeou hoje o ex-ministro das finanças luxemburguês Pierre Gramegna para o cargo de diretor-executivo”, que ocupa a partir de 1 de dezembro.
Comentários