Legislativas. “Não quero eleitorado do Chega”, diz Rui Rio (com áudio)

Rui Rio admitiu que pretende manter o eleitoral social democrata no PSD de forma a que essas pessoas não fujam “para a extrema direita”.

Flickr/PSD

O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Rui Rio, admitiu que nas eleições legislativas não vai querer “eleitorado do Chega” em entrevista à “CNN Portugal”.

“Eu não quero eleitorado do Chega porque o Chega teve um vírgula poucos por centos. É uma coisa mínima”, sublinhou Rui Rio, acrescentando que pretende “manter o eleitorado que é do PSD no PSD” de forma a que estas pessoas não fujam “para a extrema direita”.

As mais recentes sondagens indicam que António Costa e o Partido Socialista segue em primeiro lugar, mas sem maioria absoluta, com menos de 36%. Por sua vez o PSD surge em segundo lugar com mais de 30% e o Chega obteve 6,9% numa sondagem da “Rádio Renascença” a 20 de dezembro, assumindo-se como a terceira força política.

Ontem, em entrevista à “Rádio Renascença” André Ventura referiu que Rio teria de escolher entre Costa e Ventura para ministro da Justiça. “Rui Rio prefere governar com António Costa do que com André Ventura. Na noite eleitoral, o que vai estar em causa é isto: Rio prefere ter como ministro da Justiça António Costa ou André Ventura?”, questionou.

“Repare o que o PSD nos está a dizer. Para governar, vocês não servem, porque são muito radicais, mas para estarem lá para nos apoiarem já servem. Servimos para levantar a mão e baixar. A isso respondemos que não. O Chega não é um partido-muleta, para isso o CDS e a IL já estão lá”, referiu ainda André Ventura.

Embora Ventura acredite que Rio prefere governar com Costa, o socialista já afastou o cenário de aceitar um acordo de dois anos. “Esse é um cenário que nunca se colocará”, garantiu. “O país não precisa de governos provisórios de dois anos, o país precisa mesmo é de estabilidade durante quatro anos. Precisa de uma solução para quatro anos”, frisou António Costa em entrevista à “CNN Portugal”.

Durante a mesma entrevista o secretário geral do PS explicou também que pretende alcançar a maioria absoluta. “Metade mais um”, pediu.

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