Legislativas: Rio diz que “opinião dominante” na direção é que não deve haver coligação com CDS

Quarta-feira, o presidente do partido já tinha admitido que este tema tinha sido discutido na última reunião da direção, “mas sem qualquer deliberação final”, quando questionado sobre notícias que davam conta de que a sua direção teria rejeitado a possibilidade de ir a votos nas legislativas de 30 de janeiro em listas conjuntas com o CDS-PP.

O presidente do PSD e recandidato ao cargo, Rui Rio, afirmou que a “opinião dominante” na última reunião da direção foi de que o partido deve ir sozinho às próximas eleições e não fazer uma coligação com o CDS-PP.

Em entrevista ao JN/TSF divulgada este domingo, 21 de novembro, Rui Rio foi questionado sobre a possibilidade de uma coligação pré-eleitoral com o CDS-PP para as eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro.

“O que fiz foi pôr o tema em cima da mesa. Não foi para votar nem para decidir. Foi para pensar. E a opinião dominante foi a de que o PSD deve ir sozinho e, portanto, não fazermos uma coligação”, respondeu.

Quarta-feira, o presidente do partido já tinha admitido que este tema tinha sido discutido na última reunião da direção, “mas sem qualquer deliberação final”, quando questionado sobre notícias que davam conta de que a sua direção teria rejeitado a possibilidade de ir a votos nas legislativas de 30 de janeiro em listas conjuntas com o CDS-PP.

Já em relação a coligações depois das eleições, questionado sobre que ministérios admitiria atribuir à Iniciativa Liberal nesse cenário, Rui Rio começou por responder que não sabia se os liberais quereriam uma solução como essa, deixando, no entanto, claro que não conversou com o partido liderado por João Cotrim Figueiredo.

“Nada. Zero. A única coisa que estou a dizer é que não excluo à partida”, enfatizou, quando questionado sobre eventuais contactos com os liberais.

Quanto ao Chega, o presidente do PSD foi perentório: “Excluo à partida, aí está a diferença”.

“Eu não aceito uma coligação, nem que entrem ministros do Chega no Governo. E a direção do Chega diz que, sendo assim, não tenho os votos do Chega. Portanto, não tenho os votos do Chega”, afirmou.

Sobre a expectativa em relação aos resultados da disputa interna, o recandidato à presidência do PSD admitiu que o adversário Paulo Rangel “tem mais aparelho partidário com ele”.

“Na contabilidade de concelhias e distritais, tem mais do que eu. Mas naquilo que é a vontade dos militantes, que são quem vota, eu tenho mais do que ele”, afirmou, defendendo que se ganhar as eleições e for reeleito presidente do PSD “é sinal de que há um maior número de militantes livres”.

No sábado, o Conselho Regional do partido decidiu que o PSD/Madeira vai concorrer às eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro de 2022 em coligação com o CDS-PP.

“Uma solução conjunta que, à luz da conjuntura atual, se afigura como a mais acertada para fazer frente ao PS e na qual, seguindo o método de Hondt, caberá ao CDS-PP o quinto lugar, estando os primeiros quatro lugares reservados ao PSD/Madeira”, afirmou o secretário-geral do partido, José Prada.

Atualmente, o PSD/Madeira conta com três deputados na Assembleia da República, onde têm assento também três deputados do PS regional.

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