Let´s Help

A Economia Social tem ganho o seu espaço nos últimos anos, sendo já considerada um modelo económico sustentável. Em momentos como os de hoje, esta realidade está cada vez mais presente. Os projetos solidários, de cidadania empresarial e responsabilidade social têm uma enorme importância e são uma resposta às fragilidades existentes, sejam momentâneas ou prolongadas […]

A Economia Social tem ganho o seu espaço nos últimos anos, sendo já considerada um modelo económico sustentável. Em momentos como os de hoje, esta realidade está cada vez mais presente.
Os projetos solidários, de cidadania empresarial e responsabilidade social têm uma enorme importância e são uma resposta às fragilidades existentes, sejam momentâneas ou prolongadas no tempo.
Com um desempenho assinalável e de capital importância, as organizações que integram este Terceiro Setor, quase sempre emanadas da sociedade civil, posicionam-se entre o Estado, o setor empresarial e o mercado.
O papel das empresas na Economia Social, através da sustentabilidade nos seus três eixos, o social, o económico e o ambiental, tem um cruzamento natural e saudável com as organizações da Economia Social. Estas são cada vez mais especializadas e dedicadas, em “full time job”, e nas suas várias frentes de atuação podem desenvolver os seus projetos de forma mais precisa e eficaz.
Os projetos de responsabilidade social nas empresas e organizações são a prova positiva de como o setor privado, independentemente da sua atividade, estrutura e ADN, pode intervir no âmbito da cidadania empresarial, posicionando a sua marca e os seus valores, envolvendo os seus colaboradores e “stakeholders”, e contribuindo, também, para a reputação da organização.
Há uma nova geração de empreendedores em Portugal conscientes da necessidade e oportunidade de apostar neste Terceiro Setor. São muitos os jovens quadros de elevado potencial que na sua matriz guardam espaço para este palco de intervenção cívica e que nele arriscam a sua formação, as suas competências e o seu tempo, abraçando de forma apaixonada e convicta estes desafios, criando projetos de raiz, dinâmicos e resilientes. Em Portugal há já muitos e bons exemplos. Ainda bem.
A Let´s Help é um desses bons exemplos. Surge nas suas várias formas como um fundo de investimento social que através de eventos e muitos outros projetos criados e pensados numa lógica criativa e comercial, garantirá a sua subsistência e a consequente ativação de projetos válidos e sustentáveis para um Terceiro Setor mais independente e saudável.
Exemplo disso é a iniciativa “Música em Degradé” promovida por esta organização com a assinatura “Da Ópera ao Rock”, contando este concerto com um elenco de luxo e com um conceito muito diferente daquilo a que estamos habituados.
Ligados ao longo de todo o concerto através de um extraordinário Quarteto de Cordas (Alis Ubbo Ensemble), a Elisabete Matos (Ópera), o Camané (Fado), o Jorge Palma (Pop/Rock) e os Xutos & Pontapés (Rock) aceitaram o desafio de fazer parte desta noite única e inesquecível, no próximo dia 20 de novembro, no MEO Arena, em Lisboa. Com a disponibilidade dos artistas em cartaz que abraçaram esta causa de forma voluntária e apaixonada, pretende-se casa cheia. A ideia é que daí resulte o maior apoio no sentido de se estender a ajuda a quem mais necessita.
O empreendedorismo social é fundamental para o país, com a virtude de contribuir para o desenvolvimento de pontos fortes e ajudar a dinamizar o Terceiro Setor. Está nas mãos de todos apoiar esta causa.

Miguel Salema Garção
Gestor de Comunicação

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