Levantar o braço para pedir a conta nos restaurantes vai passar a ser ‘démodé’

A Sunday quer ser a disrupção na indústria da restauração e na facilidade de pagamentos, à semelhança do que a Uber fez com os táxis quando entrou no mercado.

Imaginemos que estamos no ambiente acolhedor e ‘instagramável’ do Pink Mamma, um dos restaurantes mais famosos de Paris. Tudo é simples até chegar a hora de pagar: o tempo que demora a chamar o empregado, alguma barreira linguística, pedir e trazer a conta e pagar, efetivamente.

Para facilitar toda a logística na última parte dos almoços e jantares, o grupo francês Big Mamma compromete-se com a Sunday, que chega agora em força ao mercado português. A Sunday foi desenvolvida durante o primeiro confinamento com o objetivo de evitar o contacto com os clientes mas também para resolver a velha problemática dos pagamentos quando as salas de refeição estão cheias.

A verdade é que num ano de aplicação no mercado, a Sunday já conquistou seis mil restaurantes nos oito mercados onde opera e três milhões de clientes. Nestes seis mil espaços de restauração, os clientes não precisam de levantar os braços para pedir a conta e o gesto pode mesmo tornar-se démodé com a utilização da plataforma.

Além de permitir pagar a conta sem abandonar a mesa ou chamar o empregado, a solução de restaurante e para a restauração permite ainda dar uma gratificação cashless ao empregado de mesa. Em dados oficiais, a plataforma poupa 15 minutos de atendimento ao estabelecimento e os empregados verificaram um incremento de 40% nas gorjetas recebidas.

Em termos de comparação, a Sunday quer ser a disrupção na indústria da restauração e na facilidade de pagamentos, algo que a Uber fez com os táxis quando entrou no mercado.

A chegada ao mercado nacional aconteceu de forma tímida no passado mês de fevereiro mas desde então já conquistou mais de 200 restaurantes no mercado. O grupo Non Basta, o Foxtrot Lisboa, Raffi’s Baggels ou o restaurante Descarado são alguns dos que já se renderam à utilização da Sunday, mesmo em fase embrionária em Portugal.

Em Portugal, a Sunday considera a adesão ao serviço bastante satisfatório. A plataforma, que confessa ter abordados poucos espaços, viu uma adesão de 80% num espaço temporal de três meses. Para já, e a título de curiosidade, apenas se verificou um walk-out, em que o pagamento não foi finalizado corretamente por o método precisar de autenticação biométrica.

Tendo conquistado muito mais do que uma mão cheia de restaurantes e grupos de restauração, a Sunday quer conquistar 500 restaurantes até ao fim do ano, o que significa 1% dos estabelecimentos com serviço de mesa em todo o país, uma vez que os dados oficiais mostram a existência de 50 mil espaços.

O principal concorrente da Sunday acabam mesmo por ser os terminais de multibanco presentes nos restaurantes e o dinheiro físico, uma vez que a aplicação permite fazer o pagamento de forma simples sem necessidade de recorrer a contas matemáticas. Aqui, a Sunday simplifica: dividir a conta pelo número de presentes ou pagar por cada item consumido passa a estar à distância do smartphone, recorrendo apenas à leitura do código QR e sem a intervenção da calculadora digital.

A solução permite também poupar aos estabelecimentos, uma vez que a adesão ao programa não apresenta compromisso, não tem mensalidades, é gratuito e tem um baixo custo de transação com uma taxa fixa em percentagem. Em termos simplificados,  esta taxa apenas é retirada quando os consumidores fazem recurso do Sunday.

Mas como se usa?  

Primeiramente, e algo que pode deixar os clientes da restauração a dar pulos de alegria, é importante saber que não existe a necessidade de instalar uma aplicação própria. Tal como os menus dos restaurantes, o código QR é possível ler com recurso único à câmara do smartphone.

Apenas é necessário realizar scan (ler) o código com o telemóvel, pagar a conta em poucos segundos, descarregar a fatura caso sinta necessidade – sim, pode pedir contribuinte – e abandonar o espaço.

Por ser uma funcionalidade internacional, a Sunday faz conexão imediata às formas de pagamento mais antigas e modernas: American Express, Visa, Mastercard, Google Pay e Apple Pay.

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