“Levava um tiro por Putin”. Antiga figura da Fórmula Um defende a invasão da Ucrânia

Bernie Ecclestone referiu-se ao líder russo como alguém “de primeira classe” que cometeu “erros” e apontou o dedo a Zelensky por “não ouvir” o Kremlin. Declarações que já mereceram reação da Fórmula Um.

Bernie Ecclestone Foto: Maxim Shemetov / REUTERS

Bernie Ecclestone, antigo presidente e CEO da Formula One Management (FOM) e da Formula One Administration (FOA), está do lado de Vladimir Putin a respeito da invasão russa à Ucrânia. Esta quinta-feira, no programa Good Morning Britain, Ecclestone sublinhou que “levava um tiro” pelo presidente russo, que é “uma pessoa de primeira classe.”

“Infelizmente, ele é como muitos empresários, é como eu. Nós cometemos erros de tempos a tempos e quando fazes o erro tens que fazer o melhor que consegues para saíres disso”, referiu o multimilionário britânico de 91 anos, antes de criticar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.

“A outra pessoa na Ucrânia, a sua profissão eu entendo, era um comediante – e acho que aparenta querer continuar nessa profissão”, mencionou, antes de explicar o seu ponto de vista.

“Se ele tivesse pensado nas coisas, teria definitivamente feito esforço suficiente para falar com Putin, que é uma pessoa sensível, e tê-lo-ia ouvido”, garante Ecclestone.

O empresário reitera que a perda de milhares de vidas na invasão russa à Ucrânia “não é intencional” e põe as culpas no líder ucraniano, garantindo que Zelensky podia ter feito mais para evitar a guerra.

“Tenho a certeza que se quisessem sair disto da melhor forma, podiam tê-lo feito”, sublinhou.

A Formula Um afastou-se destas declarações, pelas palavras de um porta-voz.

“Os comentários feitos por Bernie Ecclestone são as suas opiniões pessoais e estão em profundo contraste com a posição dos valores do nosso desporto.”

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