Líder do Volt Portugal abandona partido por estar a guinar muito à esquerda

Tiago Matos Gomes explicou nas redes sociais que deixava o partido porque o Volt tinha deixado “de ser um partido moderado” e que “já nem o que unia as várias tendências internas (sociais-democratas, liberais e verdes)”.

Tiago Matos Gomes anunciou nas redes sociais que terminou o mandato como presidente do Volt Portugal e também que optou por se desfiliar do partido.

No Twitter o antigo dirigente do Volt escreveu que agradecia “a todas e a todos os que me foram leais e que sonharam” consigo para “criar um partido federalista, moderado e ao centro”. “O sonho não termina aqui”, garantiu.

Noutra publicação, desta vez no Facebook, Tiago Matos Gomes explicou que deixava o partido porque o Volt tinha deixado “de ser um partido moderado” e que “já nem o que unia as várias tendências internas (sociais-democratas, liberais e verdes)”.

“O Volt hoje é mais um partido de esquerda e nesse sentido dificilmente terá espaço político para crescer. Quando fundei o Volt disse ao Andrea que o futuro partido em Portugal deveria colocar-se ao centro, era aí que estava o eleitorado mais europeísta e onde ganharíamos apoios”, disse Tiago Matos Gomes.

O ex-presidente do Volt referiu ainda que o “descontentamento com esse caminho foi crescendo”. “Comecei a ponderar não me recandidatar a novo mandato e até deixar o partido. Isto ainda no início da Primavera de 2021”, recorda.

Sobre Francesca Romana, que integra a direção do Volt, Tiago Matos Gomes afirmou que “está a levar o partido ainda mais para a esquerda”. “Só para dar uma ideia ela fez uma story no Instagram a dizer que não bastava que as presidentes da Comissão Europeia, Parlamento Europeu e Banco Central Europeu fossem mulheres, não deviam ser brancas e ricas. É isto o Volt de hoje”, sublinhou.

Tiago Matos Gomes contou ainda que a “gota de água” para ter saído definitivamente do partido aconteceu quando “mais uma vez, conversas privadas da Comissão Política Nacional (CPN) passaram para membros fora do órgão executivo”.

“Eu perdi a pouca confiança que já tinha na secretária-geral, uma das pessoas que mais conspirou e que mais manipulou membros do partido”, garantiu.

O II Congresso do Volt Portugal deveria realizar-se em Setembro deste ano, mas com a saída do presidente a data terá de ser antecipada.

 

Recomendadas

Nuno Melo apela a António Costa que devolva receitas fiscais à sociedade e pede PR interventivo

O presidente do CDS-PP apelou hoje ao primeiro-ministro para que devolva à sociedade parte dos “rendimentos imprevistos e extraordinários” que o Estado tem arrecadado, após uma audiência com o Presidente da República, de quem defendeu uma “intervenção mais ativa”.

Chumbada moção de censura do Chega ao Governo

A moção do Chega foi rejeitada com votos contra do PS, PCP, BE,PAN e Livre e abstenções do PSD e Iniciativa Liberal.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta quarta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta quarta-feira.
Comentários