Líderes do Sudeste Asiático pedem unidade no meio de tensões globais

Sem referir nenhuma nação, Hun Sen disse esperar que os líderes adotem um “espírito de união na defesa do multilateralismo aberto e inclusivo, pragmatismo e respeito mútuo ao abordar os desafios existenciais e estratégicos que todos enfrentamos”.

O líder do Camboja, que ocupa a presidência rotativa da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), pediu, este domingo, unidade, dizendo, numa cimeira que inclui Rússia, China e Estados Unidos, que as atuais tensões globais estão a afetar todos os países.

O primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, disse em Phnom Penh, na abertura da cimeira do Sudeste Asiático, que é do interesse comum do mundo cooperar para resolver as diferenças de forma pacífica.

A cimeira do Sudeste Asiático juntou na capital do Camboja os líderes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e os de Austrália, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Japão, Nova Zelândia e Rússia.

Sem referir nenhuma nação, Hun Sen disse esperar que os líderes adotem um “espírito de união na defesa do multilateralismo aberto e inclusivo, pragmatismo e respeito mútuo ao abordar os desafios existenciais e estratégicos que todos enfrentamos”.

“Muitos desafios e tensões atuais têm dificultado os nossos esforços, conquistados arduamente no passado, para promover o desenvolvimento sustentável e causado maiores dificuldades à vida das pessoas”, disse o primeiro-ministro cambojano.

O discurso de Hun Sen surge horas depois do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que está presente em Phnom Penh, ter dito que iria “determinar quais são as linhas vermelhas” num encontro com Xi na segunda-feira, na ilha indonésia de Bali, à margem da cimeira do grupo das 20 economias mais desenvolvidas (G20).

A ASEAN é formada por Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar (antiga Birmânia), Singapura, Tailândia e Vietname.

Na sexta-feira, os líderes da ASEAN anunciaram ter chegado a um acordo de princípio para integrar Timor-Leste na organização regional, explicando que os próximos passos serão “um roteiro com critérios objetivos até à participação plena”, que pode ocorrer na cimeira de 2023.

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