Ligação ferroviária entre Lisboa e Porto. PCP diz ser preciso “menos anúncios e mais investimento”

O PCP diz que o anúncio feito pelo Governo “já tenha sido feito em 2000 no último Governo PS com António Guterres, em 2004 no Governo PSD com Durão Barroso, em 2008 no Governo PS de José Sócrates”.

O Partido Comunista Português (PCP) considerou serem precisos “menos anúncios e mais investimento” quando comentava a ligação ferroviária entre Lisboa e Porto.

Em comunicado, os comunistas recordam que foi anunciada a “construção de uma ligação ferroviária entre Lisboa e Porto que realizaria a ligação entre essas duas cidades em 1h15”.

Na quarta-feira, foi apresentado o plano de construção da ligação ferroviária entre Lisboa e Porto, uma medida que o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos classificou como “uma revolução”.

Por sua vez, o PCP diz ser “completamente inaceitável é que o anúncio feito já tenha sido feito em 2000 no último Governo PS com António Guterres, em 2004 no Governo PSD com Durão Barroso, em 2008 no Governo PS de José Sócrates e em 2020 já com este Governo PS e António Costa”.

“Até o tempo de deslocação (1h15) e o investimento previsto (4,5 mil milhões de euros) não variam. A conclusão da obra já esteve apontada para 2013, 2015, 2028 e agora 2030”, sublinha o partido liderado por Jerónimo de Sousa.

Para o PCP, “é inaceitável que dezenas de milhões de euros tenham sido gastos em projetos e estudos cancelados, e muitos mais desperdiçados em fundos disponíveis e não utilizados e um valor incalculável perdido por falta desta infraestrutura”.

“As razões que levaram os sucessivos governos a prometer e não cumprir não só revelam falta de seriedade, como são inseparáveis da submissão às orientações da União Europeia, da prioridade ao défice sobre o investimento público, da ausência de políticas viradas para o desenvolvimento do País”, acrescenta.

Recomendadas

Presidente do PS pede ao Governo apurado sentido de orientação e maior rigor nas condutas

Este aviso foi transmitido por Carlos César através de uma mensagem vídeo na sessão do PS evocativa dos sete anos de governos socialistas liderados por António Costa, que decorre na estação fluvial do Terreiro do Paço.

Vasco Lourenço contesta aproveitamento político do 25 de novembro pela extrema-direita

“Não aceito agradecimentos dos que, em 25 de Novembro de 1975, foram vencidos, por mim e pelos meus camaradas de Abril”, enfatiza Vasco Lourenço em comunicado, no qual não nomeia qualquer partido, embora se dirija expressamente à extrema-direita.

José Maria Monteiro de Azevedo Rodrigues é o novo presidente da Comissão de Normalização Contabilística

A decisão foi tomada em Conselho de ministros e publicada hoje, sexta-feira, no Diário da República, informou o Ministério das Finanças em comunicado.
Comentários