Ligações fluviais entre Lisboa e margem sul restabelecidas

Durante os três dias em que durou a greve a travessia fluvial esteve parada entre as duas margens devido à greve dos trabalhadores das duas empresas, que têm uma administração comum, só navegando os navios de serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social (CES).

Soflusa

As ligações fluviais entre Lisboa e a margem sul já foram restabelecidas depois da greve dos trabalhadores da Transtejo e Soflusa que asseguram a travessia entre as duas margens, disse fonte da empresa à Lusa.

Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa iniciaram no sábado uma greve pela valorização salarial e contratação de funcionários que terminou hoje.

Em comunicado, a Transtejo/Soflusa informou, pelas 11h00 que já se encontram “restabelecidas todas as ligações fluviais”.

Durante os três dias em que durou a greve a travessia fluvial esteve parada entre as duas margens devido à greve dos trabalhadores das duas empresas, que têm uma administração comum, só navegando os navios de serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social (CES).

“Na nossa perspetiva foi uma forma de luta bastante positiva”, disse à Lusa Carlos Costa, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Fluviais, em jeito de balanço da greve.

No domingo, de acordo com a empresa registou-se uma adesão à greve na Transtejo de 79%, no balanço do dia.

Já na Soflusa, registou-se uma adesão à greve – total do dia – de 61%, considerando os trabalhadores abrangidos pelo aviso prévio (15h00 horas do dia 12 às 08h00 horas do dia 13 de junho).

Na próxima semana, segundo adiantou Carlos Costa, vai haver também constrangimentos nas carreiras da Soflusa, por falta de maquinistas, pelo que haverá três noites em que só vai circular um navio, prevendo-se que na terça-feira já circule menos um navio da Soflusa, ficando só quatro ao serviço durante o dia.

De acordo com o sindicalista, o problema na Soflusa prende-se com a falta de maquinistas, sublinhando que a empresa precisa de 13 profissionais, lembrando que uma tripulação é composta por um maquinista, um mestre e dois marinheiros.

“A Soflusa precisa de 13 maquinistas para completar as 34 tripulações que tem, porque só tem 11 maquinistas neste momento”, explicou.

Segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), a greve foi a resposta dos trabalhadores à proposta da administração, sob orientações do Governo, de 0,9% de aumentos salariais quando se verifica um aumento do custo de vida e quando a inflação homóloga se situou nos 7,2% em abril.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá aumentado para 8,0% em maio, face aos 7,2% de abril, o valor mais alto desde fevereiro de 1993.

A Transtejo e a Soflusa têm a mesma administração e ambas asseguram as ligações fluviais entre a margem sul e Lisboa, sendo a Transtejo responsável pela ligação do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa, enquanto a Soflusa faz a travessia entre o Barreiro, também no distrito de Setúbal, e o Terreiro do Paço, em Lisboa.

Recomendadas

Mais de metade dos sites dos intermediários de aluguer de carros violam direito europeu

Bruxelas concluiu que em 28% dos ‘sites’ analisados, o nome da empresa intermediária não estava devidamente identificado e em mais de um terço não estava bem explicado a que empresa estariam vinculados os termos e condições de aluguer do automóvel.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta segunda-feira, 4 de julho

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcaram o dia informativo desta segunda-feira.

Universidade de Aveiro. Docente que se declarou abertamente homofóbico foi suspenso

A notícia é dada a conhecer pela reitoria durante uma manifestação de alunos contra Paulo Lopes.
Comentários