Lince Capital compra empresa de reciclagem de plásticos RCDPlás

“Há já algum tempo que observávamos de perto o sector da reciclagem de plásticos, que tem experienciado um crescimento significativo nos últimos anos, impulsionado pela maior consciencialização dos consumidores e crescentes pressões regulatórias, e estamos confiantes de que a RCDPlás tem o modelo de negócio e equipa certos para vingar neste mercado”, afirma Vasco Pereira Coutinho, CEO da Lince Capital.

A Lince Capital, sociedade de capital de risco portuguesa independente, acaba de anunciar o investimento na RCDPlás, empresa portuguesa fundada em 2015 que desenvolve a sua atividade no sector da reciclagem de plásticos.

O valor do negócio não foi divulgado.

“O investimento, realizado pela Lince Capital através do Lince Innovation Fund, vai permitir acelerar o desenvolvimento de metodologias inovadoras, o reforço de equipa de Investigação & Desenvolvimento e o aumento da capacidade instalada”, diz a capital de risco.

A empresa que foi comprada é especializada na produção de granulados de polietileno de alta e baixa densidade e polipropileno reciclados, e a Lince Capital lembra que esta operação ocorre numa altura em que se verifica um forte crescimento na procura de plásticos reciclados impulsionado pela maior consciencialização dos consumidores e a pela forte pressão regulatória.

Recorde-se que atualmente cerca de 90% dos plásticos produzidos vão para aterros ou são incinerados e apenas cerca de 10% são reciclados.

A Lince Capital promete apoiar a RCDPlás nos seus projetos de I&D, “permitindo-lhes assim acelerar o desenvolvimento de metodologias que visam incrementar a margem operacional e tornar a empresa mais competitiva a nível nacional e internacional”.

“Há já algum tempo que observávamos de perto o sector da reciclagem de plásticos, que tem experienciado um crescimento significativo nos últimos anos, impulsionado pela maior consciencialização dos consumidores e crescentes pressões regulatórias, e estamos confiantes de que a RCDPlás tem o modelo de negócio e equipa certos para vingar neste mercado”, diz no comunicado Vasco Pereira Coutinho, CEO da Lince Capital.

“Estamos muito entusiasmos com a parceria estabelecida com a Lince Capital, que vem possibilitar a implementação de uma estratégia de longo prazo que tem vindo a ser traçada pela gestão e acionistas da empresa. Estamos a entrar numa nova fase de mercado, onde a par de uma crescente procura – alavancada por uma maior consciencialização dos consumidores e pressão regulatória – a exigência na qualidade dos materiais reciclados é cada vez maior” afirma na mesma nota Diogo Mourão, Co-CEO da RCDPlás.

“A reciclagem é, cada vez mais, uma mais-valia para as empresas bem como para a preservação do meio ambiente. Nesse sentido, a nossa missão é garantir a satisfação do cliente através de uma matéria-prima reciclada de alta qualidade e desempenho”, salienta, por sua vez, Rui Carvalho, Co-CEO da RCDPlás.

Além deste novo investimento, o Lince Innovation Fund – fundo de investimento da Lince Capital investiu recentemente em outras empresas portuguesas, como a 360hyper, um marketplace português que permite fazer compras online em diversos supermercados, e a AceCann, startup portuguesa centrada no cultivo, processamento, extração e I&D de canábis medicinal orgânico.

Recomendadas

Poupanças no gás com mecanismo ibérico entre 2,3% e 34,8%

O mecanismo ibérico que colocou um travão aos preços no mercado do gás usado para produzir eletricidade gerou poupanças entre os 2,3% e os 34,8%, nos dias 17 de julho e 07 de julho, respetivamente, segundo dados divulgados esta quarta-feira.

Após multa de 48 milhões, EDP Produção pondera acionar meios legais

O Tribunal da Concorrência confirmou hoje a decisão da Autoridade da Concorrência (AdC), que atribuiu uma coima de 48 milhões de euros à EDP Produção por abuso de posição dominante, com a elétrica a avaliar recurso aos meios legais.

Prevista para este verão, burocracia atrasa decisão sobre saída do Facebook e Instagram da UE

Um regulador de privacidade irlandês agiu contra a Meta (empresa-mãe) devido a um mecanismo de transferência dos utilizadores europeus para os EUA.
Comentários