“Lisboa é um parque temático de radares. Isto parece um país de crianças”: Sérgio Sousa Pinto critica redução da velocidade

Em causa está a redução em 10 km/h da velocidade máxima de circulação permitida na cidade, conforme a proposta apresentada pelo vereador do Livre, aprovada com cinco votos a favor do PS, um do Livre, um do Bloco de Esquerda e um da vereadora independente eleita pela coligação PS/Livre.

Sérgio Sousa Pinto

A medida apresentada pelo Livre na Câmara de Lisboa (CML) está a provocar acusações à esquerda. Desta feita, Sérgio Sousa Pinto, deputado do Partido Socialista (PS), classificou a proposta apresentada como “trágica” para quem conduz em Lisboa, acrescentando que “dá vontade de rebolar a rir”, durante um programa transmitido na “CNN”.

Em causa, está a redução em 10 km/h da velocidade máxima de circulação permitida na cidade, conforme a proposta apresentada pelo vereador do Livre, aprovada com cinco votos a favor do PS, um do Livre, um do Bloco de Esquerda e um da vereadora independente eleita pela coligação PS/Livre,  Patrícia Gonçalves. A referida, e polémica, proposta, foi indicada pelo presidente da CML, Carlos Moedas, para um período de consulta e discussão pública, não inferior a 45 dias.

“A vereador do Livre é hiperativa, como é evidente, é uma ativista que, como o nome indica, está sempre em atividade. Na verdade, é uma espécie de missionário, de evangelizador, quer mudar o mundo, quer chatear toda a gente, faz parte do seu ethos, é um chato por natureza. Faz propostas, depois não quer saber se são viáveis, se não são”, afirmou o deputado do PS.

Sérgio Sousa Pinto, acrescentou que “se não fosse trágico para quem conduz em Lisboa, isto dá vontade de rebolar a rir. Baixar a granel, para 10km/h, todas as ruas, todas as vielas, todos os becos, todas as autoestradas. Isto parece um país de crianças”.

As críticas não visaram apenas a vereadora do Livre, mas também o próprio partido do qual é militante. Sérgio Sousa Pinto referiu que “não se ouve uma voz sensata. Não se ouve alguém a dizer assim: ‘é uma ideia estúpida e o lugar dela é no cesto dos papéis’. Lisboa é um parque temático de radares. É quase crime uma pessoa deslocar-se do ponto A para o ponto B”.

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