Regras para implementar Acordo de Paris assinadas por 200 países, incluindo os EUA

As novas regras impõem que todos os países signatários reforcem o objetivo de reduzir as emissões de CO2 antes da próxima ronda de negociações, previstas para 2020, e que adotem um conjunto de critérios uniformes para medirem as emissões de CO2, assim como medidas para monitorizar políticas ambientais.

Diplomatas de 200 países chegaram a um acordo, na madrugada de domingo, para adotarem um livro de regras para implementar o Acordo de Paris, celebrado em 2015, para impedir que o planeta Terra aqueça acima dos dois graus celsius,  noticia “New York Times” (NYT). As negociações tiveram lugar em Katowice, na Polónia.

As novas regras impõem que todos os países signatários reforcem o objetivo de reduzir as emissões de CO2 antes da próxima ronda de negociações, previstas para 2020, e que adotem um conjunto de  critérios uniformes para medirem as emissões de CO2, assim como medidas para monitorizar políticas ambientais.

O livro de regras estabelece com mais clareza que os países desenvolvidos ajudem os países em desenvolvimento em adotarem energia limpa e infraestruturas destinadas a reduzir o impacto de catástrofes naturais. Além disso, foi acordado um processo mediante o qual os países com dificuldade em atingir a redução de emissões de CO2 consiga pedir assistência.

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Os Estados Unidos fazem parte dos países signatários do livro de regras, apesar de o presidente dos  Donald Trump, ter prometido abandonar o Acordo de Paris, algo que só poderá fazer formalmente em 2020, refere o NYT.

“Os observadores disseram que a delegação norte-americana trabalhou construtivamente com a China sobre regras de transparência”, lê-se na notícia. “Os dois países estiveram em confronto durante algum tempo porque a China insistiu na adoção de regras  de monitorização da redução de emissões, diferentes para os países desenvolvidos, enquanto os EUA preferiam regras uniformes para todos”.

 

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