Liz Truss é a nova primeira-ministra do Reino Unido (com áudio)

A nova primeira-ministra terá que enfrentar grandes desafios. Para além da inflação, terá de voltar a olhar para o Protocolo da Irlanda do Norte, que desarranja todo o relacionamento com a União Europeia.

Toby Melville/Reuters

Sem surpresa, a ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Liz Truss, venceu as eleições internas do Partido Conservador e é a nova primeira-ministra do país, acaba de anunciar o próprio partido.

Truss deixa assim para trás, a considerável distância, o seu oponente, o ex-ministro das Finanças Rishi Sunak. Ele lê o resultado. Liz Truss conseguiu 81.326 votos, Rishi Sunak ficou-se pelos 60.399 – num universo de 172.437 eleitores e uma participação de 82,6%.

O partido disse oficialmente que as eleições correram bem, com um nível de participação assinalável, mas principalmente com uma curiosidade que é um motivo de orgulho. Os conservadores não se esqueceram, pela voz de Andrew Stephenson, presidente do partido, de recordar que o primeiro-ministro agora de partida, Boris Johnson, liderou o país num momento particularmente difícil – com a pandemia e a guerra da Ucrânia a impactar de forma severa a envolvente política.

Liz Truss tem agora pela frente fortes desafios institucionais, onde avulta, para além da manutenção da posição do Reino Unido em relação à guerra, o regresso do confronto com a União Europeia a propósito do Brexit. Nesta frente, o tema mais importante será o Protocolo da Irlanda do Norte, que já todos perceberam que não funciona.

Internamente, Truss estará centrada na gestão do aumento vertiginoso da inflação e na questão da tentação independentista da Escócia. Relativamente à inflação, a nova primeira-ministra chegou a dizer-se adepta de uma espécie de choque fiscal que passasse pela diminuição da carga dos impostos, mas uma parte do partido, nomeadamente Sunak, aconselhou-a a pensar melhor.

Quanto à questão da Escócia, Tuss sabe que tem tempo: os independentistas não estão a passar pelo seu melhor momento eleitoral, o que dá à nova primeira-ministra margem de manobra.

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