Lojas e apartamentos da EPUL em leilão

A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) promove no dia 25 de novembro uma nova hasta pública, na qual pretende alienar oito lojas e 12 apartamentos, num total de quase três milhões de euros. Segundo a informação divulgada no ‘site’ da EPUL, que tem extinção marcada para o final do ano, no caso das […]

A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) promove no dia 25 de novembro uma nova hasta pública, na qual pretende alienar oito lojas e 12 apartamentos, num total de quase três milhões de euros.

Segundo a informação divulgada no ‘site’ da EPUL, que tem extinção marcada para o final do ano, no caso das lojas, já usadas, três localizam-se em Telheiras, duas no Restelo e as restantes em São Bento, Entrecampos e Monte da Caparica e os valores base variam entre os 50.200 (nesta última localidade) e os 245.200 euros (no Restelo).

Quanto aos apartamentos, dois estão situados no Martim Moniz e têm um preço base de licitação de 363.400 e 517.300 euros, para um T3 duplex e um T2 duplex, respetivamente, ambos novos.

Os outros apartamentos, já usados, localizam-se na Mouraria, Telheiras, Vale de Santo António, Restelo e Amadora, variando entre os 33.000 (T1 na Amadora) e os 128.800 euros (T1 triplex Mouraria).

Ao todo, a empresa espera amealhar 2.997.200 euros na hasta, que se inicia às 11:00 na sua sede.

De acordo com a página da empresa, estas frações serão “entregues no exato estado em que atualmente se encontram, não sendo objeto de quaisquer benfeitorias ou melhoramentos por parte da EPUL, seja a que titulo for”.

A EPUL alerta para o caso de alguns destes imóveis poderem “não estar aptos a serem utilizados de imediato”.

Em declarações à agência Lusa, o liquidatário Luís Natal Marques assinalou que as hastas públicas realizadas em julho, na qual foram alienados imóveis para reabilitação, e em outubro, em que se venderam imóveis do Martim Moniz, renderam “cerca de 28 milhões de euros”.

A empresa recorreu a esta opção para tentar colmatar os prejuízos financeiros, que até maio de 2013 ascenderam aos seis milhões de euros. O plano de liquidação previa arrecadar 10 milhões de euros com as hastas, segundo o responsável.

“Quando as lançámos havia sempre um grau de incerteza se o mercado estaria ou não preparado para aceitar aquele património”, admitiu Luís Natal Marques, frisando a grande adesão dos investidores, na maioria estrangeiros (chineses, franceses e espanhóis).

Na hasta de julho, foram arrematados sete de 10 imóveis, a maioria localizados no Cais do Sodré, ficando de fora um conjunto de três prédios na Rua da Rosa (Bairro Alto), um prédio na Rua do Benformoso (Martim Moniz) e outro na Rua Possidónio da Silva (Campo de Ourique), que entretanto ficou fora de venda. Com isto, a EPUL arrecadou perto de nove milhões de euros de receitas.

Em outubro, a empresa vendeu “tudo que havia por vender no Martim Moniz”, disse Luís Natal Marques, referindo-se ao conjunto de 26 apartamentos (T1 a T3), seis apartamentos de cobertura (T2 e T3 alguns em duplex) de um total de oito, nove lojas e dois ateliês. Esta hasta rendeu 18,5 milhões de euros.

 

OJE/Lusa

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