Londres vai deixar bancos europeus operarem normalmente depois do Brexit

O Banco de Inglaterra publica a abordagem sobre a futura supervisão dos bancos estrangeiros às 13 horas desta quarta-feira. O banco central irá permitir que os bancos da União Europeia continuem a vender os seus serviços sem que tenham de criar outras subsidiárias mais caras após a saída do país do bloco.

Toby Melville / Reuters

O banco central do Reino Unido vai deixar os bancos europeus operarem normalmente depois do Brexit, apurou a BBC junto de fontes do governo e do setor bancário. O Banco de Inglaterra irá permitir que os bancos da União Europeia continuem a vender os seus serviços sem que tenham de criar outras subsidiárias mais caras após a saída do país do bloco.

O Banco de Inglaterra publica a abordagem para à futura supervisão dos bancos estrangeiros às 13 horas de hoje. Caso a decisão se confirme, segundo a notícia que está a ser avançada esta quarta-feira, os bancos europeus que oferecem serviços no país não vão enfrentar novos obstáculos para operar em Londres.

Mais de uma centena de instituições bancárias com agências no Reino Unido têm sede em outros países europeus. Neste momento operam no local sob as regras de “passaporte” da comunidade única, mas esta regulamentação terá de terminar assim que o divórcio for oficializado, em março de 2019. Porém, cerca de 50 instituições financeiras já levaram a cabo consultas junto do Banco Central Europeu no sentido de aferirem sobre a possibilidade de transferir a sua sede do Reino Unido para a União Europeia.

No final da semana passada, o Conselho Europeu mostrou estar disposto a avançar para as negociações sobre um período de transição, que mantenha o Reino Unido no mercado interno da União Europeia, e a relação futura, mas reiterou a necessidade de maior “clareza”.

Num documento divulgado após uma reunião dos 27 líderes da União Europeia, o Conselho Europeu “congratula-se com os progressos alcançados durante a primeira fase das negociações” e confirma que são suficientes para passar à segunda fase relacionada com a transição e o quadro para a relacionamento futuro.

O governo britânico propôs um período de transição de cerca de dois anos com acesso ao mercado interno e união aduaneira da União Europeia após a saída do Reino Unido.

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