LPN faz balanço do COP21

Sucesso deste acordo “reside no facto histórico do reconhecimento global das alterações climáticas e na assinatura de compromissos obrigatórios”, refere a Liga para a Proteção da Natureza


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No rescaldo da 21º Conferência das Partes em Paris, a Liga para a Proteção da Natureza (LPN) “não pode deixar de felicitar a concretização de um acordo global, em que pela primeira vez os representantes políticos de todos os Estados mundiais reconheceram o que a comunidade científica e a sociedade civil têm gritado desde há décadas. Depois do hiato deixado pelo Protocolo de Kyoto que vigorou entre 2008 e 2012, e pelo falhanço na assinatura de um acordo global que o seguisse, na COP15 de Copenhaga em 2009, as expectativas para um acordo global e ambicioso durante a COP21 de Paris eram muito elevadas, mas quais foram os resultados desta cimeira?”, revelou a Liga em comunicado.

Para a LPN, “o sucesso deste acordo reside no facto histórico do reconhecimento global das alterações climáticas e na assinatura de compromissos obrigatórios. Ao nível do conteúdo, é muito importante o compromisso com a meta para limitar o aquecimento global abaixo dos 2°C em 2100, mencionando esforços para não que este não ultrapasse os 1.5°C. Este é o limite apontado pela comunidade científica a partir do qual os efeitos das alterações climáticas têm elevada probabilidade de se tornar catastróficos, irreversíveis e com efeitos verdadeiramente devastadores e imprevisíveis para a vida na Terra”.

No entanto, e no entender da LPN, “o acordo falhou cabalmente na imposição de metas de redução de emissões de gases de efeito de estufa para limitar o aquecimento aos 2°C. Ao contrário do processo seguido em Kyoto, que impunha uma meta de redução global de emissões a partir da qual foram estabelecidas reduções para cada país, em Paris, os Estados propuseram os seus valores de redução de emissões, que no seu conjunto não são suficientes para cumprir a meta, de limitar o aquecimento global a 2°C. Os modelos existentes mostram aliás, que as reduções acordadas levarão a um aquecimento entre 2.7°C e 3°C em 2100”.

Para a LPN, existe ainda uma “bóia de salvação” sendo que a mesma “está num mecanismo previsto no acordo para a revisão das emissões de forma a conseguir cumprir a meta de aquecimento global abaixo dos 2°C. Esta é uma solução muito frágil e que exigirá mais esforço nas próximas décadas, do que os esforços que poderiam ser feitos desde já. É necessário que a sociedade civil e científica ganhem cada vez mais força na monitorização da implementação dos compromissos políticos e continue a exigir, no caso português, ao nível nacional e da União Europeia, a implementação das políticas necessárias, das quais destacamos a necessidade de avanços drásticos ao nível da eficiência energética, redução do consumo de combustíveis fósseis, sustentabilidade nos modelos de consumo, produção e implementação de uma economia circular de baixo desperdício”.

OJE

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