Lucro do UBS cresce 17,1% para 1.989 milhões no primeiro trimestre

A receita operacional do UBS, entre janeiro e março, atingiu os 9.363 milhões de dólares (8.718 milhões de euros), mais 7,5% do que o resultado contabilizado no primeiro trimestre deste ano.

O banco suíço UBS anunciou esta terça-feira que teve lucro atribuído de 2.136 milhões de dólares (1.989 milhões de euros) no primeiro trimestre deste ano, mais 17,1% face a igual período do ano anterior.

A receita operacional do UBS, entre janeiro e março, atingiu os 9.363 milhões de dólares (8.718 milhões de euros), mais 7,5% do que o resultado contabilizado no primeiro trimestre deste ano.

A margem financeira, por sua vez, totalizou 1.771 milhões de dólares (1.649 milhões de euros), mais 9,8% em termos homólogos, enquanto as comissões recuaram 5,4% para 5.837 milhões de dólares (5.435 milhões de euros), refere o banco em comunicado.

O presidente executivo do UBS, Ralph Hamers, afirmou, a propósito, que o primeiro trimestre foi dominado por “eventos macro e geopolíticos extraordinários”.

O UBS informou ainda que atualmente não faz novos negócios na Rússia ou com clientes domiciliados no país e reduziu sua exposição ao mercado russo após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Especificamente, a entidade estimou sua exposição direta ao risco-país da Rússia em 400 milhões de dólares (372 milhões de euros) em 31 de março deste ano, na comparação com os 600 milhões de dólares (558 milhões de euros) em 31 de dezembro do ano anterior.

Da mesma forma, o banco suíço garantiu que não tinha “exposição direta significativa” ao risco-país no caso da Ucrânia ou da Bielorrússia no final do primeiro trimestre deste ano, enquanto a dependência de ativos russos, ucranianos ou bielorrussos como garantia para financiamento era “insignificante”, concluiu a instituição financeira.

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Esta redução de 50,7%, segundo o grupo, “é influenciada pelos resultados, não recorrentes, obtidos no 1º trimestre de 2021, relacionados com “ganhos líquidos com operações financeiras e com juros retroactivos, referentes a 2020, recebidos no âmbito do programa de financiamento do BCE – TLTRO III”. O ROE do Grupo CA fixou-se em 7,1% em março.
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