Lucros da Impresa sobem 12,5% e atingem valor mais alto desde 2007

Dívida líquida da dona da SIC desceu para o valor mais baixo desde 2005.

Foto cedida

Os lucros da Impresa subiram 12,5% para 12,6 milhões de euros em 2021. O EBITDA da empresa dona da SIC e do Expresso superou os 30,8 milhões de euros, menos 1% face a período homólogo.

As receitas totais do grupo atingiram 190,2 milhões de euros, mais 6,9% face a 2020. Os custos operacionais subiram 8,4% “contribuindo para reforçar a competitividade do grupo”.

Já a dívida remunerada líquida da empresa desceu 14,2 milhões de euros para 138,6 milhões, no que é o valor mais baixo desde 2005, ano em que a Impresa passou a deter 100% do capital social da SIC.

Olhando para os diferentes segmentos, a televisão (SIC, SIC Notícias e restantes canais) as receitas subiram 8,4% para 165 milhões de euros (com as de publicidade a subirem 9% e as subscrições de canais a descerem 0,2%). A empresa destaca que a SIC representou 49,6% da quota de mercado do investimento publicitário entre os canais generalistas. Já o EBITDA desceu 6% para 28,6 milhões.

A companhia de media disse que terminou o ano de 2021 a “liderar no universo dos canais generalistas, alcançando uma média de 19,6% de share, em dados consolidados”. E continua: “Para além da liderança no total diário, a SIC manteve a primeira posição no prime time e atingiu, no universo dos canais generalistas, uma média de 23,0% de share, em dados consolidados”.

“Os canais SIC, ou seja, a SIC generalista e os temáticos, terminaram 2021 a liderar com uma quota de mercado de 23,2%”, pode-se ler.

Olhando para a Impresa Publishing (Expresso, Blitz, Tribuna, entre outros), as receitas subiram 2,3% (com as da circulação a recuarem 3,4% e as de publicidade a subirem 8,2%). Já o EBITDA disparou 22,6% para 3,7 milhões.

“As receitas de circulação diminuíram 3,4% para 10,3 milhões, destacando-se, pela positiva, os proveitos relativos à subscrição digital do Expresso, os quais registaram um acréscimo de 10%, em termos comparáveis. O efeito negativo no total das vendas explica-se pela diferença no número de edições do jornal Expresso (52 em 2021 vs 53 em 2020)”, pode-se ler.

A empresa acrescenta que a “aposta no digital refletiu-se no peso no total das receitas de publicidade e circulação, representando atualmente 25,1% do total de proveitos da área do Publishing”.

Em relação ao ataque informático “criminoso de que a Impresa foi alvo no dia 2 de janeiro de 2022, há que salientar o empenho e a entrega inabaláveis das nossas equipas, que possibilitaram que o grupo tivesse recuperado, com a maior brevidade possível, a normalidade das atividades operacionais. A OPTO voltou a estar disponível em todas as plataformas no final de janeiro de 2022 e o website do Expresso estreou, no dia 11 de março de 2022, um novo grafismo e novas funcionalidades, incluindo os conteúdos exclusivos e a edição em formato digital para assinantes”.

A empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão destaca que o jornal “Expresso continuou a ser a publicação mais vendida em Portugal, com uma média de quase 101 mil exemplares por edição, segundo os dados da APCT de 2021”.

“Foi ainda a publicação portuguesa número um na circulação digital paga, com uma média, de janeiro a dezembro, superior a 48 mil exemplares vendidos por edição. Relativamente à performance anual dos
websites da marca Expresso, destaca-se um crescimento de 0,7% de visitantes únicos face ao ano anterior. O Expresso registou uma média mensal superior a 2,5 milhões de visitantes únicos (2.560.981) em 2021. Este foi, até à data, o melhor ano de sempre da marca”, conclui a Impresa.

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