Lucros da REN aumentaram 32,6% no primeiro trimestre

No primeiro trimestre ao ano, em que o consumo de eletricidade aumentou 1,3% e o do gás natural cresceu 6,6%, a REN aumenta o seu lucro para 6 milhões de euros. Informa igualmente que se candidatou à última fase do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com o “H2 Green Valley” para desenvolver um ecossistema em Sines de hidrogénio verde.

O resultado líquido da REN no primeiro trimestre de 2022 aumentou para 6,0 milhões de euros, mais 32,6% que no período homólogo do ano passado, refere a concessionaria das redes de energia na informação divulgada esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Nos primeiro três meses do ano, “a energia proveniente de fontes renováveis atingiu 48,8% da oferta total, valor inferior comparado com o mesmo período do ano passado, como resultado sobretudo da severa seca sentida no país”. Segundo a REN, “o consumo de eletricidade aumentou 1,3% e o do gás natural cresceu 6,6%”.

A REN informa igualmente que se “candidatou à última fase do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com o “H2 Green Valley”. Este projeto foca-se no desenvolvimento de um ecossistema em Sines de hidrogénio verde com parceiros relevantes, tais como, Dianagás, Bosch, Hylab, INL e IST, para referir alguns. Este projeto é focado em H2 puro e poderá ser implementado por um armazenamento integrado para melhorar a flexibilidade dos produtores e consumidores de hidrogénio”. A proposta final foi submetida a 13 de Abril e a expectativa é receber uma resposta no segundo trimestre de 2022.

Desta forma, e no âmbito dos projetos de transição energética, a REN refere que “as infraestruturas nacionais relevantes de gás terão de estar aptas para receber hidrogénio, de acordo com a lei portuguesa, para permitir misturas de hidrogénio (H2) e gás natural, até 5%, em 2025 e entre 10-15% em 2030”. “A REN criou uma Task Force (TF H2REN) para identificar e executar as atividades e os investimentos necessários para se certificar que a transmissão de gás, armazenamento e instalações de distribuição, serão compatíveis com misturas de hidrogénio com gás natural de até 10% até 2023”, esclarece a concessionária das redes de energia.

Ao nível do desempenho do serviço prestado a REN refere que a “elevada qualidade de serviço manteve-se durante os primeiros três meses do ano”. O nível de perdas no transporte de energia “decresceu relativamente ao ano anterior e a taxa combinada de gás disponível permaneceu na capacidade máxima”, refere.

Segundo a REN, para este resultado contribuiu a boa performance do EBITDA (com um aumento de mais 4,3 milhões de euros) e a melhoria em 12,2% dos resultados financeiros (menos 9,4 milhões de euros), apesar do aumento de impostos, incluindo a Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (CESE) em mais 1,8 milhões de euros.

O EBITDA da REN cresceu 3,5% na variação YoY, para 118,4 milhões de euros, o que “refletiu o desempenho positivo do negócio tanto em Portugal como no Chile”, refere a REN. Adianta que “também houve uma melhoria do EBITDA doméstico como resultado do “impacto positivo dos proveitos no âmbito do TOTEX1 (que traduz o Capex mais o Opex, isto é o investimento acrescido do orçamento operacional, que aumentou em mais 5,1 milhões de euros no período em análise), do aumento dos Proveitos de Opex (mais 1,2 milhões de euros) e incremento da Remuneração do RAB (mais 0,7 milhões de euros)”.

Porém, a REN esclarece igualmente que “este valor acaba por ser impactado pela diminuição de incentivos regulados (menos 4,4 milhões de euros) e por um ‘core opex’ mais elevado (mais 1,7 milhões de euros), devido aos elevados custos de eletricidade”. O segmento internacional “contribuiu de forma positiva com o EBITDA a crescer mais 2,1 milhões de euros, e com a Transemel a representar mais 1,2 milhões de euros”, refere a REN.

Notou-se igualmente “o efeito positivo de 1,3 milhões de euros dos Resultados Financeiros, como consequência de melhores condições financeiras, menor dívida líquida e diferenças de taxa de câmbio”, adianta a REN.

A empresa ainda informa que “o pagamento do dividendo de 15,4 cêntimos por ação foi aprovado em Assembleia Geral, a 28 de Abril, e começou a ser pago no dia 19 de Maio”.

Revisão das tarifas em 2022

Sobre as tarifas e de acordo com a ERSE, “esta revisão de tarifas excecional em 2022, é essencial para garantir maior estabilidade da tarifa face ao atual contexto de elevada volatilidade e de preços sentidos nos mercados de comercialização de eletricidade. Esta revisão tem como objetivo mitigar o impacto do custo de energia nas faturas dos consumidores, através da redução das tarifas de acesso à rede”, refere a REN.

“Esta redução é possível graças à devolução antecipada, aos consumidores, dos retornos superiores ao esperado da produção de energia sob regime especial (PRE) e ao acordo de compra de energia ainda em operação, assim como os proveitos adicionais provenientes dos leilões de permissões para emissões de gases poluentes”, adianta.

“A ERSE submeteu ao Conselho Tarifário (CT) a documentação confidencial que suporta a sua proposta para as tarifas. Assim , o CT terá que emitir o seu parecer sobre a proposta dentro de três semanas e caberá à ERSE publicar, até 15 de Junho, a sua decisão final. As tarifas entrarão em vigor a 1 de Julho, por um período de seis meses”, refere a REN.

“A ERSE submeteu ao CT a documentação confidencial que suporta a sua proposta para as tarifas e preços do gás. O CT terá que emitir o seu parecer sobre a proposta dentro no prazo de 30 dias, e, caberá à ERSE publicar, até 1 de Junho, a sua decisão final. A 1 de Outubro, as tarifas para o próximo ano (que decorre entre 1 de Outubro de 2022 até 30 de Setembro de 2023) entrarão em vigor”, informa ainda.

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