Lucros da Semapa sobem 89,3% para 231,4 milhões até setembro

O volume de negócios consolidado do grupo Semapa alcançou os 2.312,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que representa um aumento de 52,6% em comparação com o período homólogo.

A Semapa registou nos primeiros nove meses deste ano um resultado líquido de 231,4 milhões de euros, o que representa um aumento de 89,3% em comparação com os lucros de 122,2 milhões de euros obtidos no mesmo período de 2021.

Este resultado é explicado por um conjunto de fatores, adianta a empresa num comunicado divulgado esta sexta-feira, nomeadamente pelo “aumento do EBITDA em 308,5 milhões de euros, devido maioritariamente ao crescimento de 305,9 milhões de euros no segmento de pasta e papel”, mas também pelo “agravamento de 26,5 milhões de euros nas depreciações, amortizações e perdas por imparidade e provisões”.

Por outro lado, houve uma “deterioração dos resultados financeiros líquidos em cerca de 48,7 milhões de euros, refletindo por um lado aumento do custo líquido de financiamento da Secil Brasil, resultante sobretudo do aumento das taxas de juro nesse mercado, e por outro por impactos não recorrentes da Navigator” e, por fim, um “aumento dos impostos sobre o rendimento em cerca de 75,9 milhões de euros, decorrente fundamentalmente do crescimento dos resultados”.

O volume de negócios consolidado do grupo Semapa alcançou os 2.312,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que compara com 1.515,3 milhões de euros no período homólogo. Deste total, 1.822,5 milhões de euros foram gerados pela papeleira Navigator (+62,8%), 448,6 milhões de euros pela cimenteira Secil (+22,3%) e 41,3 milhões de euros (+42,2%) pela empresa da área do ambiente ETSA.

As exportações e vendas no exterior no mesmo período ascenderam a 1.740,4 milhões de euros, o que representa 75,3% do volume de negócios.

O EBITDA totalizou 673,2 milhões de euros, face a 364,8 milhões de euros no período homólogo, dos quais 551,6 milhões de euros foram gerados na pasta e papel, 106,1 milhões de euros no cimento e 15,1 milhões de euros no ambiente.

“O aumento do EBITDA foi impulsionado pelo crescimento no segmento da pasta e papel, beneficiando do esforço de melhoria de eficiência e consumos, bem como da evolução favorável dos preços de venda do papel UWF estabelecidos nos mercados internacionais”, refere o grupo. Já o EBITDA do segmento do cimento “foi penalizado pelos efeitos negativos provocados pelo aumento dos custos de produção, sobretudo energéticos e o decréscimo na venda de licenças de emissão de CO2”.

O valor dos investimentos em ativos fixos realizado nos primeiros nove meses de 2022 aumentou 47,1%, situando‐se em perto de 121,1 milhões de euros. “Destacou‐se o segmento pasta e papel com 64,6 milhões de euros e cimento com 51,9 milhões de euros, 29,4 milhões de euros relativos ao projeto CCL ‐ Clean Cement Line na fábrica de cimento do Outão, mantendo‐se o empenho do grupo na progressiva descarbonização das suas unidades de negócio”, adianta a Semapa na apresentação dos resultados.

No final dos primeiros nove meses, a dívida líquida remunerada consolidada atingiu 797,8 milhões de euros, menos 217,8 milhões de euros relativamente ao final de 2021.

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