Lucros do BNP Paribas sobem 12% para mais de 8.000 milhões até setembro

O BNP junta-se a rivais como o HSBC, o Deutsche Bank e o UniCredit que reportam resultados globais fortes para o trimestre, ajudados por custos de empréstimos mais elevados, à medida que os bancos centrais procuram combater a inflação, avança a Reuters.

O banco francês BNP Paribas registou um lucro líquido atribuível de 8.046 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, mais 12% do que no mesmo período de 2021, anunciou hoje o banco.

Já o produto bancário líquido do BNP Paribas até setembro ascendeu a 38.310 milhões de euros, mais 9,4% do que o valor registado pelo banco um ano antes, segundo dados divulgados pelo banco.

A receita líquida de juros do banco francês ascendeu a 17.150 milhões de euros até setembro, mais 6,9%, enquanto as receitas de comissões aumentaram 0,3% para 7.824 milhões de euros.

Entre julho e setembro, o lucro líquido atribuível ao BNP Paribas foi de 2.761 milhões de euros, mais 10,3% do que o valor registado no terceiro trimestre de 2021, acima do esperado pelos analistas, enquanto as receitas do banco francês aumentaram 8% para 12.311 milhões de euros.

O aumento foi impulsionado por um desempenho melhor do que o esperado em França, Turquia e Polónia. Os lucros também foram impulsionados por um aumento de 14,7% nos resultados de operações financeiras globais, com a volatilidade do mercado a impulsionar a negociação de derivados de commodities, o trading de taxas de juros, de câmbios e mercados emergentes, avança por sua vez a Reuters.

“O grupo alcançou resultados sólidos no terceiro trimestre”, disse o presidente executivo do BNP Paribas, Jean-Laurent Bonnafé, citado pela agência.

“Continuamos a desenvolver as nossas atividades e a mobilizar os nossos recursos para servir os nossos clientes e a economia europeia”, acrescentou.

Os serviços de mercado primário de ações, uma área em que o BNP tem vindo a expandir, também registaram um pequeno aumento de receitas, ajudando a contrariar uma queda na realização de negócios e nas vendas de títulos.

O BNP disse que agora espera que o aumento das taxas de juros adicione 2 mil milhões de euros à sua receita até 2025. As ações do banco sobem 2,34%.

A conjuntura dos mercados e taxas de juro mais altas também tiveram alguns efeitos negativos. O BNP disse que a receita da banca de investimento foi atingida por remarcações de posições não vendidas em finamentos alavancados, já que grandes bancos foram forçados a manter dívidas em balanço por mais tempo do que gostariam e incorreram em perdas em alguns pacotes de financiamento, segundo a “Reuters”.

Os custos operacionais aumentaram 6% em relação ao ano anterior, devido ao impacto da reestruturação e custos de IT (tecnologias de informação), enquanto um aumento de 34% no custo do risco – provisões para empréstimos em risco de default – foi devido a uma provisão pontual de 200 milhões de euros em Polónia, onde uma moratória permitiu aos mutuários suspender alguns pagamentos de hipotecas.

O BNP junta-se a rivais como o HSBC, o Deutsche Bank e o UniCredit que reportam resultados globais fortes para o trimestre, ajudados por custos de empréstimos mais elevados, à medida que os bancos centrais procuram combater a inflação.

Os bancos franceses tradicionalmente demoram mais do que os seus pares para colher os benefícios do aumento das taxas de juros, diz a “Reuters”.

Recomendadas

Sete bancos lucraram dois mil milhões até setembro, mais 71% do que no período homólogo

Os lucros dos sete maiores bancos – Caixa Geral de Depósitos, BCP, Novobanco, Santander Totta, BPI, Crédito Agrícola e Banco Montepio somam 2.006,3 milhões de euros até setembro deste ano, o que compara com um valor de 1.172 milhões nos nove meses do ano passado. O que significa que os lucros dos sete bancos cresceram 71,2%.

Bankinter é mecenas da exposição “Faraós Superstars” na Fundação Gulbenkian

A exposição “Faraós Superstars” pretende fazer uma reflexão sobre a popularidade dos faraós, reunindo 250 peças de importantes coleções europeias, provenientes de diferentes períodos históricos, desde antiguidades egípcias, passando pelas iluminuras medievais e pintura clássica até à música pop.

PremiumMapfre “atentíssima” à Fidelidade ou a seguradoras em crise

Há seguradoras com debilidades em Portugal, pressionadas pelo ramo automóvel, que estão na mira da Mapfre. O grupo admite crescer através da aquisição destas entidades, mas também não descarta olhar para a Fidelidade caso a Fosun decida vender.
Comentários