Lucros do CaixaBank recuam 50% para 2.457 milhões de euros entre janeiro e setembro (com áudio)

O banco espanhol CaixaBank teve lucros de 2.457 milhões de euros entre janeiro e setembro, menos 48,8% do que no mesmo período do ano passado, quando os resultados tiveram o impacto extraordinário da fusão com o Bankia.

Albert Gea/Reuters

Comparando parâmetros homogéneos, os lucros nos primeiros três trimestres deste ano cresceram 17,7% e se forem excluídos os efeitos da fusão com o Bankia, os ganhos aumentaram 21,15% entre janeiro e setembro, em relação aos mesmos meses de 2021, segundo um comunicado divulgado hoje pelo CaixaBank, o dono do BPI em Portugal.

O presidente executivo do banco, Gonzalo Gortázar, destacou o impacto positivo nos resultados das sinergias decorrentes da integração com o Bankia e “o forte dinamismo comercial” nestes três trimestres, com as novas hipotecas para particulares (empréstimos para habitação) a duplicarem e aumentos de 23% do crédito ao consumo e de 47% do crédito concedido a empresas.

Em paralelo, o rácio de morosidade (o crédito malparado) reduziu-se para cerca de 3%, “que é o nível mais baixo desde 2008”, afirmou Gonzalo Gortázar, num vídeo enviado hoje aos meios de comunicação social.

Segundo a informação divulgada hoje pelo CaxaBank, nos primeiros três trimestres de 2021, as novas hipotecas foram negociadas, em mais de 90% dos casos, com taxas de juro fixas, sendo que essa percentagem se situou nos 72% nos últimos sete anos.

O presidente executivo do CaixaBank destacou ainda que “apesar da volatilidade dos mercados”, o banco atraiu 10.948 milhões de euros em ativos de clientes, entre seguros, depósitos e outros ativos sob gestão do banco.

Os recursos totais dos clientes situaram-se em 612.504 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, segundo a informação de resultados divulgada hoje pelo CaixaBank.

Já as sinergias geradas com a fusão com o Bankia reduziram em 5,9% os gastos de gestão e de amortização correntes nos primeiros nove meses do ano.

Segundo o banco, as despesas com pessoal caíram 8,5% (refletindo a saída de trabalhadores no âmbito de um acordo laboral) e os gastos gerais diminuíram 6,6%, resultado “da materializado de sinergias”.

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