Luís Filipe Vieira ao ataque: “Rui Costa não é homem de decisão firme”; “Jesus foi aprovado por todos, agora têm amnésia”

Luís Filipe Vieira veio a público falar da sua saída do Sport Lisboa e Benfica, em entrevista à “CMTV”, passado quase um ano de ter sido detido e constituído arguido no âmbito da Operação Cartão Vermelho e de se ter demitido. “Rui Pedro Braz foi um erro meu”.

Em entrevista à “CMTV”, o ex-líder encarnado analisa a sua saída do Benfica, as investigações judiciais e o atual momento do clube da Luz, garantindo que não se vai recandidatar ao cargo e considerando que se fosse a votos amanhã voltaria a ser eleito.

Sobre a Operação Cartão Vermelho:

“Espero que seja inocentado ainda em vida. Quero que seja rápido. Nunca roubei o Benfica. Parece que sou um troféu de caça”.

Sobre a acusação do Ministério Público de ter manipulado o Novobanco e o Fundo de Resolução para adquirir a dívida de 54 milhões da Imosteps (a sua empresa) a preços de saldo:

“Na minha ótica, há uma gestão danosa [Novobanco]. Não sei quais foram as motivações das pessoas, nem sei quem fim. Não manipulei ninguém, foi tudo feito às claras. 

Sobre Rui Costa, presidente:

“Os benfiquistas devem deixá-lo consolidar a sua presidência. Rui Costa não é um homem de decisão firme. Demora muito tempo e ouve muita gente. Deus queira que o Rui Costa esteja muitos anos no Benfica e eu possa ir todos os anos ao Marquês festejar”.

Sobre Rui Pedro Braz, diretor desportivo:

“A seguir ao jogo com o Porto [caso Pizzi], quem disse ‘deixem o homem desabafar’. Foi o Rui Pedro Braz. Sabia que havia adjuntos do Jesus. Esse tema foi mal gerido. Fui eu que o contratei e ninguém na administração queria o Rui Pedro Braz. Foi um erro meu”.

Sobre a contratação de Jorge Jesus:

“Jesus foi aprovado por toda a gente. Agora parece que todos têm amnésia. A única pessoa que não queria Jesus foi Tiago Pinto. Saiu por Jesus ter vindo. Jesus veio porque ganha rápido.”

Contratação de Schmidt:

“Se fosse presidente contrataria um treinador português. Leonardo Jardim.”

Venda de Darwin:

“Tinham criticado por pagar uma fortuna por um jogador da 2ª divisão. Comigo só saía pelos 150 milhões de euros.”

Contratação de Ruben Amorim:

“Se fosse eu, tinha uma conversa séria com ele e exercia a cláusula de 30 milhões de euros. Trazia-o para o Benfica e estava pago no ano seguinte. É o meu preferido.”

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