Luís Filipe Vieira volta a disparar em várias direções: “Rui Pedro Braz vendeu um jogador sem a minha autorização”

O ex-líder do Benfica atacou o diretor desportivo dos encarnados e garante que Rui Costa lhe deve um pedido de desculpas. Falou sobre Pinto da Costa e Frederico Varandas, num debate que teve lugar na terça feira, na “CMTV”.

Atónio Cotrim/Lusa

O ex-líder encarnado esteve esta terça-feira presente na “CMTV” pelo segundo dia consecutivo, desta vez para participar num debate, em que também participaram Diamantino, João Malheiro e Pedro Guerra, com a moderação do jornalista João Ferreira.

Sobre a possibilidade de os órgãos sociais passarem a ser pagos:

“Sou contra porque o clube não chama ninguém para ir para lá, são as pessoas que vão. O Benfica não pode ser gerido por amadores. Têm de ser profissionais a sério. Ainda agora saiu um elemento que acho que era fabuloso, o mais inteligente, o Miguel Moreira.”

Sobre Rui Costa, presidente:

“Tive pegas com o Rui em termos profissionais. Eu estava sempre em cima do acontecimento. Mas nunca fui inimigo dele. A minha grande divergência com o Rui Costa já disse quando foi [o momento da tomada de posse], até hoje não recebi um telefonema. Se acho que devia pedir desculpa? Sim. Se eu tivesse aquele documento à minha frente para ler sem o meu nome, não o fazia.”

Sobre Rui Pedro Braz, diretor desportivo:

“Vender o Waldschmidt por 12,5 milhões de euros quando estávamos a preparar para vendê-lo por 25 milhões de euros… há aí um caso. Vendeu um jogador sem a minha autorização. Disse-lhe ‘você nunca mais vende um jogador sem eu dizer o preço’. Foi o Nuno Tavares [transferência para o Arsenal]. Se eu continuasse no Benfica, ele já não trabalhava lá.”

“O pior caso foi com [Jorge] Jesus e [Óscar] Cardozo. Com discrição resolvi o problema dos dois. Se não iam ambos embora. Alguma coisa se passa no Benfica… no meu tempo não aconteceu nada disto.”

Sobre acordo com Frederico Varandas, presidente do Sporting:

“Varandas telefonou-me para nivelarmos a matéria salarial, para baixar o teto e disse para nos encontrarmos. Houve esse encontro com responsáveis do Benfica e do Sporting e surgiu um pacto de não agressão. As modalidades atingiram um momento complicado para qualquer clube. Tanto o Benfica como o Sporting cumpriram.”

Sobre Pinto da Costa e o FC Porto:

“Se alguém tinha divergências com Pinto da Costa era eu. Não vejo no futebol as pessoas como inimigas. Estávamos nos tempos de pacificação do futebol português. Quando falou comigo não vi problema, desde que não falasse mal do Benfica. Dei autorização. É como Rui Costa apertar a mão a Pinto da Costa… como se tivesse feito um crime. Não estou arrependido. Na minha vida não me arrependo de nada.”

“Não nos sentávamos lado a lado. Mas tínhamos profissionais do Benfica a trabalhar com os do FC Porto.”

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