PremiumLuís Marques: “Vamos continuar a ter taxas de IRS muito elevadas. E talvez fosse possível ser mais ambicioso no IRC”

Partner da EY alerta que contribuintes com aumentos salariais acima de 1% terão uma “situação fiscal agravada” e defende que OE devia ser “mais ambicioso” com redução da taxa do IRC.

Qual é o sinal que o OE dá às famílias ao adiar a revisão dos escalões ?
O Orçamento dá dois sinais: um geral, no sentido de dizer que o país não tem condições no imediato para o tão desejado alívio fiscal, que fosse contra a corrente dos impostos brutais do tempo da troika. O outro sinal é que estamos a fazer aqui algumas medidas significativas para criar a ideia de uma redução da carga fiscal para alguns grupos seletivos da população, mas que a esmagadora maioria da população não vai sentir. O sinal que passa é de que ainda não é desta que as pessoas vão ter a reposição daquilo que seria a sua carga fiscal. Vamos continuar a ter taxas de IRS muito elevadas, a aplicação máxima da taxa de IRS a partir de uma fasquia de rendimentos que é quase metade daquela de há meia dúzia de anos, que na altura era 45% aplicada a rendimentos acima de 150 mil euros.

Não inverte o caminho de agravamento da carga fiscal…
Talvez pudesse ser mais ambicioso numa perspetiva de atratividade de investimento externo, nomeadamente ao nível do IRC, onde se poderia (e deveria) baixar a taxa nominal do imposto. Ao nível dos impostos indiretos não creio existir margem para essa redução. Talvez se se concretizar a tal redução da taxa do IVA, em face do escalonamento por consumos, se passe uma ideia de desagravamento fiscal, ainda que o impacto não seja relevante em termos globais.

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