Luís Miguel Ribeiro: As empresas em primeiro lugar

Motor da economia e esteio para a criação de riqueza, de emprego e de crescimento, o tecido empresarial, em congresso na Exponor ao longo da tarde, precisa do apoio imediato do Estado.

“As empresas em momento algum devem ficar em segundo plano”, disse José Luís Ribeiro, presidente da Associação Empresarial Portugal, na abertura do Congresso Portugal Empresarial, a decorrer na Exponor, no Porto, ao longo da tarde. Isto depois de elencar o extenso rol de problemas, alguns antigos mas quase todos recentes, que enformam o contexto económico principalmente desde o início da guerra na Ucrânia.

Com a crise energética em primeiro lugar, o mercado europeu é particularmente vulnerável e é neste âmbito, disse, que o ecossistema empresarial português “enfrenta um futuro muito complexo e incerto”. Luís Miguel Ribeiro quis de qualquer modo deixar claro que o congresso é muito mais um fórum de debate, que propriamente um sindicato de queixas. O mote é, portanto, “ouvir soluções”, debater soluções, encontrar alternativas.

De qualquer modo, o quadro inflacionista, disse, resulta em que o combate à inflação – motivo da existência fundacional do Banco Central Europeu – é o primeiro termo de uma solução para aquilo a que chamou “uma tempestade perfeita”, cujo combate, recordou, está no último estudo que a própria AEP apresentou recentemente, na presença do ministro da Economia, António Costa Silva, e do Presidente da República – que na altura disse que é tempo de agir e não tanto de fazer estudos.

José Luís Ribeiro lembrou que, apesar do caráter exógeno de muitas das linhas da envolvente, “as políticas públicas assumem uma importância fundamental” – nomeadamente no que tem a ver com a forte pressão dos preços das energias. “Que não pode acontecer de um dia para o outro” – o que implica que o apoio às empresas “tem de aparecer já”. “Estes custos não são sustentáveis por muito mais tempo”, afirmou.

O presidente da AEP que assim uma intervenção “relevante ao nível fiscal”, paralela ao uso criterioso dos “generosos fundos da União Europeia”. As medidas apresentadas pelo Governo esta semana vão nesse sentido, disse, mas “não chegam, ficaram aquém daquilo que as empresas precisam”.

Tudo em prol de levar o crescimento ao Top 15 do crescimento das economias da União Europeia. A alternativa é evidente: Portugal subir na posição relativa do ranking com a entrada (eventual) dos seis países balcânicos no interior do bloco.

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