Luís Montenegro culpa PS por “situação dramática” do país

Perante centena e meia de militantes e simpatizantes do PSD, em Ourém, o candidato garantiu que “a vida dos portugueses não está tão boa como os socialistas” querem vender.

Tiago Petinga/Lusa

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro considerou na sexta-feira à noite que Portugal vive uma “situação dramática”, responsabilizando a governação socialista por os portugueses estarem “todos mais pobres”.

Em Caxarias, freguesia do concelho de Ourém, onde foi convidado para a festa de Natal do PSD local, o candidato à liderança dos sociais-democratas apontou o dedo ao que considera ser um “governo socialista, bloquista e comunista”.

“Assistimos no país a uma situação dramática: cada vez somos menos, oferecemos menos oportunidades àqueles que aqui se qualificam. Cada vez são mais os portugueses a ganhar o salário mínimo que se aproxima do salário médio, o que é o mesmo que dizer que estamos todos mais pobres”, declarou.

Perante centena e meia de militantes e simpatizantes do partido, o candidato garantiu que “a vida dos portugueses não está tão boa como os socialistas” querem vender.

“O Governo vai buscar à sociedade a maior quantidade de impostos de sempre. Temos a maior carga fiscal de sempre”, apontou, lamentando que, em troca, sejam “oferecidos os piores serviços públicos da história da democracia portuguesa”.

Para Luís Montenegro, “os socialistas só empatam decisões”, fazendo o país “perder tempo”, porque “não reestruturam nenhum dos setores da administração pública e também não estimulam a atividade económica”.

“O resultado é a estagnação em que vivemos”, destacou.

O candidato pediu que a eleição do próximo presidente do PSD aconteça com “a maior participação possível”, para que “a força que vai ser dada a esse líder” seja suficiente para concretizar “uma verdadeira alternativa de governo a este comunismo e socialismo” que governam o país.

A “excessiva dependência da visão comunista e bloquista da sociedade, principal orientação do PS português”, foi nota repetida por Luís Montenegro, prometendo apresentar-se como “uma alternativa política para fazer os portugueses acreditar que há outra possibilidade” de Portugal ser “um país mais competitivo”.

“Não podemos estar na cauda da Europa como estamos hoje. Temos 21 países a crescer mais do que Portugal e os socialistas deitam foguetes e apanham as canas como se estivéssemos a viver no melhor dos mundos. Não é verdade”, concluiu.

Além de Luís Montenegro, são candidatos à liderança do PSD o atual presidente Rui Rio e o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz.

As eleições diretas para escolher o próximo presidente social-democrata realizam-se em 11 de janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e o Congresso entre 7 e 9 de fevereiro, em Viana do Castelo.

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