Lula pede a liberdade de Assange e condena processo de extradição para os EUA

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT), maior plataforma progressista da América Latina, afirmou que Assange “não cometeu nenhum crime” e “apenas” exerceu o jornalismo ao “revelar informações importantes para o mundo”.

Paulo Whitaker/Reuters

O ex-presidente brasileiro Lula da Silva pediu hoje a liberdade de Julian Assange e condenou o processo de extradição do jornalista australiano para os Estados Unidos, que quer julgá-lo pelas revelações do seu portal WikiLeaks

“Assange é um herói da liberdade de imprensa e deveria estar livre. A perseguição contra ele, a sua prisão e ameaça de extradição deveriam causar indignação em todos os democratas do mundo”, disse na rede social Twitter o ex-presidente, favorito à vitória nas eleições presidenciais de 2022 no Brasil.

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT), maior plataforma progressista da América Latina, afirmou que Assange “não cometeu nenhum crime” e “apenas” exerceu o jornalismo ao “revelar informações importantes para o mundo”.

“Deveria ser solto, as acusações contra ele derrubadas e permitirem que ele viva em paz após anos de uma prisão injusta”, acrescentou Lula, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, e que poderá ser novamente candidato presidencial no próximo ano.

O ex-chefe de Estado brasileiro acompanhou a sua mensagem com duas fotos em que aparece com John Shipton, pai de Assange, que conheceu em novembro passado em França, durante uma viagem que o levou a vários países europeus.

Assange está em prisão preventiva em Londres, aguardando a sua possível extradição para os Estados Unidos, o que foi autorizado pela Justiça britânica em 10 de dezembro, embora a sua família já tenha antecipado que recorreria da decisão.

As autoridades norte-americanas acusam Assange de uma série de crimes pelas informações e documentos que divulgou no seu portal WikiLeaks, no qual expôs graves abusos cometidos pelas tropas dos Estados Unidos nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

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