O luxo chegou ao Porto

Num investimento de 18,5 milhões de euros, o condomínio de luxo de 17 apartamentos apresenta valores entre os 900 mil e 1,5 milhões de euros.

A reabilitação na cidade do Porto encontra-se em franco desenvolvimento e são vários os projetos que se encontram neste momento em construção. Um deles diz respeito ao palacete que pertenceu à família Burmester, conhecida pela produção de Vinho do Porto. O edifício construído nos anos 30, está a ser transformado num condomínio de luxo fechado com o nome DeHAUS Garten Residenz.
Situado em plena Avenida da Boavista, em frente ao Parque da Cidade, o empreendimento resulta de um investimento luso-alemão da empresa Spectrum Imobiliária S.A., com um valor total de 18,5 milhões de euros. Trata-se da primeira incursão deste promotor em Portugal.
O DeHAUS Garten Residenz estava planeado para desenvolver entre 2010 e 2013. Contudo, devido à crise que assolou o mercado nesse período, foi adiado. As obras de intervenção iniciaram-se então em maio de 2015.
Neste momento a reabilitação já se encontra em curso. O projeto é da autoria do gabinete de arquitetura jigsaw | arquitectura + design, uma empresa também luso-alemã. Na opinião da arquiteta Gabriela Oliveira, “a proposta para este palacete foi transformar um espaço que se encontrava adormecido no tempo, num espaço vivo e adaptado às exigências e necessidades do programa de habitação de luxo em perfeita harmonia com os jardins”. Por se tratar de um imóvel com interesse patrimonial, “foi dada a maior atenção aos elementos arquitetónicos: pés direitos mais altos, janelas altas, tetos inclinados, vazios, janelas de madeira, gradeamentos em ferro e claraboias. E em contraste, os novos edifícios com uma linguagem claramente moderna onde se priveligia a abertura de grandes vãos para permitir a entrada de luz natural e a ligação com generosos terraços e jardins”, explicou.
O empreendimento DeHAUSGarten Residenz contempla 17 habitações de tipologias T3+1, T4, T4 Duplex, T5, T5 Duplex e T5+1 e deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2017.
A estrutura do palacete foi duplicada interiormente, de forma a garantir o conforto térmico e acústico, ao mesmo tempo que mantém o charme do seu estilo clássico. Nas salas e entradas com escadas em pedra são criadas várias situações de pés direitos duplos que contribuem para o caráter luxuoso das habitações, cujos valores variam entre 900 mil euros e 1,5 milhões de euros e as áreas totais entre 228 m2 e 366 m2. A Predibisa é a empresa responsável pela comercialização do empreendimento.

Os espaços verdes são um dos elementos fortes do projeto
Um fator distintivo do condomínio são os espaços exteriores, pensados com o intuito de criar um ecossistema equilibrado. Vastos jardins relvados comuns pontuados por magnólias, bétulas e um espelho de água, prolongam-se para os diferentes átrios de entrada e para a zona de lazer junto à sala de condomínio. Um percurso pedonal contorna o espelho de água e faz a interligação das diferentes entradas.
As habitações do piso térreo usufruem de amplos jardins privados com decks, onde predominam relvados e bambus. As sebes de bambus são abundantes, promovendo uma maior privacidade nas habitações e proporcionando um estilo de vida em harmonia com a Natureza.
Trata-se de um dos poucos projetos da cidade do Porto dirigidos ao segmento alto e daí que o promotor garante o sucesso comercial do empreendimento. n

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