Premium“M&A pode ter algum abrandamento mas vai continuar dinâmico”

Num ano marcado pela incerteza gerada pelo conflito na Ucrânia, pela escalada da inflação e pela subida dos juros, áreas de prática como Energia e Reestruturações deverão ter grande atividade, diz a líder da Abreu. M&A permanece dinâmico graças a sectores como tecnologia.

A managing partner da Abreu Advogados, Inês Sequeira Mendes, prevê que o próximo ano seja marcado pela imprevisibilidade, devido à conjuntura macroeconómica, mas considera que várias áreas de prática poderão demonstrar bastante dinamismo.

Quais as vossas perspetivas para o próximo ano, face à incerteza gerada pela guerra, a subida da inflação, a escalada dos juros e a provável recessão?

Tenho recordado com frequência crescente duas expressões, uma, consagrada e interessante, que a academia anglo-saxónica vem adotando para caraterizar o contexto em que vivemos nas últimas décadas: VUCA (Volatile, Uncertain, Complex and Ambiguous), e outra, cunhada por Jamais Cascio, ainda mais perturbadora: BANI (Brittle, Anxious, Nonlinear, and Incomprehensible). Diria que estamos algures entre VUCA e BANI. O próximo ano, à semelhança dos últimos três, deverá ser mais um de forte imprevisibilidade com reflexos diretos na vida das pessoas e dos mercados. A evolução da guerra na Ucrânia, o valor da subida da inflação, a dimensão da crise energética e do aumento do custo de vida serão alguns dos fatores mais relevantes para podermos analisar a forma como pessoas, empresas e mercados se irão comportar. Quaisquer previsões estarão sempre condicionadas por estas incertezas e serão passíveis de revisão à medida das respetivas evoluções.

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