MAAT superou todas as expetativas

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia comemorou um ano e teve mais de meio milhão de visitantes e 23 exposições, números que superaram as expetativas do diretor, Pedro Gadanho.

16Um ano após a abertura do novo edifício do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – MAAT, que se tornou um ícone na cidade de Lisboa, Pedro Gadanho, diretor do museu, revela que superou todas as expetativas, quer em número de visitantes quer de exposições.

O interesse que o edifício desenhado pela arquiteta britânica Amanda Levet despertou – e que lhe valeu inúmeros prémios nacionais e internacionais – e a localização privilegiada junto ao Tejo, traduziu-se em milhares de visitantes ao longo do ano, nacionais e estrangeiros.

Gadanho explica que este museu veio mostrar que a arte contemporânea começa a ser apreciada pela população em geral. “As pessoas não costumam ter a perceção e sensibilização para as artes visuais, sobretudo para a contemporânea, e este primeiro contacto tem sido muito positivo. Os visitantes portugueses continuam a voltar ao museu, o que é muito significativo. Contudo, são os turistas estrangeiros que mais têm visitado o MAAT”, explica o diretor. Para ter uma ideia, a média de visitas aos museus oscilava entre 10 e 12%. No caso do MAAT, a fasquia subiu aos 40%.

Pedro Gadanho adianta ainda que as exposições têm sido mais voltadas para a arte, mas sempre dirigidas para a arquitetura. “A par do novo edifício, a Central Tejo está igualmente a ser descoberta como um foco de arquitetura industrial”, salienta.

Depois de ocupar o cargo de diretor do MoMA em Nova Iorque, Gadanho admite que não é possível fazer comparações. “O MoMA é outro campeonato, tem outra dimensão, onde trabalham muitas equipas dentro do museu e com um grande espólio. Aqui, apesar de termos uma pequena coleção de arte contemporânea e de existir uma grande diferença de escala e de pessoal, isso não nos impede de trabalhar um grande número de exposições e numa escala mais pequena e jovem, temos a capacidade de sermos mais frescos, mais inovadores e com mais campos para explorar, nomeadamente apoiar jovens artistas. A programação está planeada e a maioria são artistas portugueses”, salienta.

O responsável admite que a mediatização das exposições também tem suscitado a curiosidade das pessoas e levado ao aumento das visitas. Pedro Gadanho revela que está curioso quanto ao segundo ano de funcionamento do museu, mas acredita que o fluxo será renovado e que haverá continuidade no número de visitantes.

No primeiro ano de vida, o MAAT recebeu mais de meio milhão de visitantes, ofereceu ao público uma programação intensa com 23 exposições, individuais e coletivas, nacionais e internacionais, mostras itinerantes vindas de outas instituições internacionais e instalações site-specific na Galeria Oval, bem como exposições integrando obras da coleção de Arte da Fundação EDP – num total de 442 artistas expostos, dos quais 137 portugueses e 305 internacionais, e 22 publicações editadas.

Entre os prémios nacionais e internacionais destacam-se “Novidade do ano” dos Prémios Time Out Lisboa, “Arte e Cultura” dos Prémios Marketeer, The Design Prize 2017, Arquitetos do Ano dos Iconic Awards 2017 para a arquiteta autora do projeto, Amanda Levete, o Prémio Europeu de Design do Aço e, mais recentemente, o Museum Architecture of the Year, LCD Awards 2017.

Desde junho de 2016 até à data foram publicados mais de 400 artigos sobre o MAAT na imprensa internacional, distribuídos por meios generalistas e meios especializados (Arte, Arquitetura, Cultura, Viagens e Lifestyle), dos quais destacamos a Ícon, a Architectural Review, a Monocle, a Wallpaper, o Huffington Post e a CNN.

Neste momento, o público pode visitar três novas exposições; a encomenda ao artista Bill Fontana para a Galeria Oval; e a “Quote/Unquote. Entre Apropriação e Diálogo”, que apresenta uma seleção de obras da coleção de arte da Fundação EDP, subordinadas ao tema da apropriação na arte contemporânea, e ainda o “Artists’ Film International”, um programa dedicado à exibição de vídeos, filmes e animações realizados por artistas de diversas regiões do mundo.

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