Macau promete reforçar em 2021 defesa da soberania chinesa e luta contra forças externas

O chefe do Governo de Macau garantiu “novas realizações (…), implementar políticas financeiras proativas e medidas e respostas oportunas e eficazes, promover a recuperação económica, apoiar com precisão as pequenas e médias empresas, garantir emprego para os residentes” e “intensificar os esforços para promover a diversificação adequada da economia que ainda carece de novas realizações e progressos”.

O chefe do Governo de Macau prometeu reforçar em 2021 a defesa da soberania chinesa e a luta contra forças externas, bem como o lançamento de novas medidas socioeconómicas para combater a crise.

No dia em que o território assinalou 21 anos do regresso de Macau à administração chinesa, Ho Iat Seng começou por garantir “novas realizações (…), implementar políticas financeiras proativas e medidas e respostas oportunas e eficazes, promover a recuperação económica, apoiar com precisão as pequenas e médias empresas, garantir emprego para os residentes” e “intensificar os esforços para promover a diversificação adequada da economia que ainda carece de novas realizações e progressos”.

O governante justificou as medidas de resposta após um ano marcado pelo impacto da pandemia do novo coronavírus e “face às conjunturas internas e externas, que ainda são complexas e mutáveis”.

Depois, o chefe do executivo prometeu continuar “a desenvolver ações de divulgação e promoção da Constituição Nacional e da Lei Básica, a cumprir as responsabilidades constitucionais de defesa da soberania, da segurança e dos interesses do desenvolvimento do país, e a reforçar a consciência da segurança nacional dos residentes”.

“Iremos intensificar a coordenação e colaboração entre o Governo e a sociedade, consolidando a base sociopolítica de amor pela pátria e amor por Macau. Serão adotadas medidas eficientes de prevenção efetiva da infiltração e intervenção das forças externas, de modo a garantir a estabilidade e segurança da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau]”, acrescentou.

Este ano, governantes, um médico e um juiz foram algumas das personalidades agraciadas com medalhas de honra, “que têm por fim galardoar indivíduos ou entidades pela prestação de serviços excecionais para a imagem e o bom nome da RAEM ou de grande relevância para o seu desenvolvimento”.

Destaque para as mais altas distinções (Grande Lótus) atribuídas ao anterior chefe do Governo, Fernando Chui Sai On, e ao médico Zhong Nanshan, especialista que deu a cara a nível nacional no combate ao novo coronavírus.

Um galardão que Chui Sai On agradeceu, salientando que esta não era “uma honra somente individual”, mas que pertencia “também a todos aqueles que contribuíram para a construção e estabilidade de Macau, incluindo o pessoal da Administração Pública e os diversos setores da sociedade”.

O anterior secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, o antigo secretário para os Transportes e Obras Públicas Lau Si Io, o ex-comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitário, Ma Io Kun, bem como a Associação de Educação de Macau foram distinguidos com medalhas de honra (grau Lótus de Ouro).

Por fim, a sucursal de Macau do Banco da China e o juiz Viriato Manuel Pinheiro de Lima, português já reformado do Tribunal de Última Instância, receberam igualmente medalhas de honra (grau Lótus de Prata).

Após mais de 400 anos sob administração portuguesa, Macau passou a ser uma Região Administrativa Especial da China a 20 de dezembro de 1999, com um elevado grau de autonomia acordado durante um período de 50 anos.

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