Macron quer estratégia europeia para os investimentos verdes

Os líderes da UE vão discutir a política industrial para o bloco dos 27 numa cimeira a realizar nos dias 9 e 10 de Fevereiro em Bruxelas, e estão preocupados que a Lei de Redução da Inflação de Washington, no valor de 369 mil milhões de dólares, que subsidia desde baterias a automóveis eléctricos, painéis solares e turbinas eólicas deslocalize as empresas da UE.

Erin Schaff/The New York Times

A notícia é da “Reuters” e dá conta que a França quer que a União Europeia adopte uma estratégia industrial “Made in Europe” em resposta ao regime de subsídios aos investimentos verdes dos Estados Unidos da América, para evitar que as empresas industriais abandonem a Europa e reduzir a dependência dos membros em relação a fornecedores externos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, vai levar à cimeira de fevereiro da União Europeia esse reforço da estratégia “Made in Europe” para combater os apoios que estão a ser concedidos pelos Estados Unidos aos investimentos verdes.

O objetivo passa por desincentivar as empresas industriais a deslocalizar produção e reduzir a dependência de fornecedores externos, sobretudo nas áreas de veículos elétricos, painéis solares e turbinas eólicas. “A implementação imediata de uma política industrial ambiciosa e robusta é essencial”, refere o documento com a proposta francesa citado pela Reuters.

Os líderes da UE vão discutir a política industrial para o bloco dos 27 numa cimeira a realizar nos dias 9 e 10 de Fevereiro em Bruxelas, e estão preocupados com a Lei de Redução da Inflação de Washington, no valor de 369 mil milhões de dólares, que subsidia produtos desde baterias a automóveis eléctricos, painéis solares e turbinas eólicas. A Europa teme que esses apoios norte-americanos afastem as empresas da UE.

“A implementação de uma política industrial europeia ambiciosa e robusta é, portanto, essencial hoje em dia. As autoridades francesas propõem que ela assuma a forma de uma estratégia ‘Made in Europe'”, defende a França num documento consultado pela Reuters.

Os franceses defendem que é preciso manter na Europa as empresas europeias envolvidas em painéis solares, baterias, hidrogénio e matérias-primas críticas, observando que a estratégia “Made in Europe” deveria basear-se em quatro pilares. O primeiro seriam os objectivos da UE para reduzir a dependência de fornecedores externos e estabelecer objectivos de produção até 2030 em sectores-chave que seriam regulados por leis da UE, tal como o bloco fez para os semicondutores com a “Lei dos Chips”.

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