Madeira: APEGAC alerta para falta de regulamentação no sector dos condomínios

A representante da APEGAC diz que se os condóminos “tiverem a sorte” de escolherem uma empresa profissional de condomínios “têm ali o seu património a criar valor”, contudo se a empresa tiver “falta de rigor e de transparência têm ali uma empresa a quem estão a pagar serviços para criar dívida”.

A representante da Associação Portuguesa das Empresas de Gestão e Administração de Condomínios (APEGAC) para a comunicação social na Região Autónoma da Madeira, Jolina Colina, alerta, em declarações ao Económico Madeira, para a falta de regulamentação do sector e para algumas das consequências dessa realidade.

“Se tiverem a sorte de escolherem uma empresa profissional de condomínios têm ali o seu património a criar valor. Se escolhem uma empresa com falta de rigor e de transparência têm ali uma empresa a quem estão a pagar serviços para criar dívida”, reforça a representante da APEGAC.

“Porque na verdade a dívida é a primeira consequência de uma má gestão e de uma falta de rigor na apresentação de contas. A falta desta regulamentação, faz com que qualquer pessoa, qualquer pessoa mesmo, independentemente da formação, com ou sem formação em qualquer área, possa abrir uma empresa de condomínio. E depois não tem qualquer fiscalização. A fiscalização que existe é dos condóminos. Mas a verdade é que os condóminos muitas vezes, por desconhecimento, ou por falta de tempo, ou de vontade em assistir às assembleias de condóminos, muitos dos condóminos não querem simplesmente saber e só querem pagar a sua quota. E partem do princípio que ao estar a pagar a quota têm as suas dívidas pagas”.

A representante da APEGAC refere que em alguns casos quando os condóminos se apercebem, da situação em que está o condomínio, “é quando já têm o elevador parado, quando já têm serviços suspensos”.

Edição do Económico Madeira de 2 de setembro.

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