Madeira: BE promove iniciativa solidária e doa mais de 450 euros à causa animal

Apesar de alguns avanços, os jovens consideram que ainda há muita crueldade e muito a fazer no campo da consciencialização das pessoas para o bem-estar animal e na forma como os animais devem ser tratados, bem como para a responsabilização que os donos devem ter perante os seus animais.

O núcleo de Jovens do Bloco de Esquerda Madeira juntou, na passada quarta-feira, mais de 180 pessoas numa iniciativa solidária em prol da causa animal, que resultou num donativo superior a 450 euros, entregues à associação Ajuda Alimentar Cães, e que contou com o apoio da VMT Madeira.

O valor angariado será sobretudo para pagar contas de veterinário, conforme anunciou a responsável da associação que esteve presente na iniciativa.

“A ideia deste sunset solidário surge na sequência de vários pedidos de ajuda, com que frequentemente somos confrontados nas redes sociais, por parte de várias associações e grupos de pessoas que se dedicam a ajudar animais domésticos que foram abandonados e/ou alvo de maus tratos. Muitos, infelizmente, precisam de cuidados veterinários, que, como todos sabemos, são muito caros. E apesar de algumas clínicas privadas desenvolverem algum trabalho pro-bono, é claramente insuficiente para fazer face às inúmeras necessidades de tratamentos destes animais que foram abandonados ou maltratados pelos seus donos”, destaca o núcleo de jovens.

Apesar de alguns avanços, os jovens consideram que ainda há muita crueldade e muito a fazer no campo da consciencialização das pessoas para o bem-estar animal e na forma como os animais devem ser tratados, bem como para a responsabilização que os donos devem ter perante os seus animais.

“Sabemos que todo esse trabalho das associações é voluntário e que acarreta grandes custos quer na alimentação, quer nas deslocações, quer nos cuidados diários a ter com os animais quer, principalmente, nos custos médicos veterinários”, realça.

Tendo também em conta que muitas pessoas tratam bem os seus animais, mas não têm forma de suportar os custos do veterinário com a vacinação e desparasitação ou com alguma doença que possa surgir, os jovens acharam que seria importante a existência de um hospital público que garantisse esses cuidados de rotina e de emergência, quer às associações, quer também a toda a população.

“As políticas públicas do Governo Regional para a causa animal, de prevenção e de combate ao abandono, de promoção dos cuidados de bem-estar dos animais, de apoio a associações, por exemplo na prestação de cuidados médicos veterinários gratuitos, são inexistentes ou irrelevantes ou limitaram-se à criação do cargo do Provedor do Animal, cujo gabinete custa ao erário público regional cerca de 15 mil euros mensais, mas que, até ao momento, não apresentou qualquer trabalho relevante ou solução para este flagelo do abandono e dos maus tratos aos animais domésticos”, concluem.

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