Madeira: CDS alerta que futuro do Centro Internacional de Negócios está em perigo

O centrista frisou que o Governo da República tem agora a possibilidade, em termos da especialidade, de poder resolver esta situação e, tal como fez Espanha, poder possibilitar o registo de empresas até ao final de 2023.

O líder parlamentar do CDS-Madeira, António Lopes da Fonseca, alertou que o futuro do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) está em perigo, numa altura em que está impedido de registar novas empresas

O Grupo Parlamentar do CDS reuniu com a Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM) esta segunda-feira.

“Relativamente ao Centro Internacional de Negócios, estamos verdadeiramente preocupados e esperamos que esta situação se resolva rapidamente, para que o CINM possa voltar a registar novas empresas que estão condicionadas, devido ao impasse que existe na Assembleia da República”, realçou António Lopes da Fonseca.

O centrista frisou que o Governo da República tem agora a possibilidade, em termos da especialidade, de poder resolver esta situação e, tal como fez Espanha, poder possibilitar o registo de empresas até ao final de 2023.

“Se a própria Comissão Europeia o permite, nós não entendemos como é que o Governo da República protelou esta situação, prejudicando de forma direta, a Madeira e o Centro Internacional de Negócios”, diz Lopes da Fonseca, acrescentando que este é um Centro do País e não de uma Região.

“O interesse do Centro é nacional. E é isso que o Governo da República tem de assumir de uma vez por todas, tal como o Governo Espanhol e outros Governos da Europa fazem. E é por isso que temos de continuar a apoiar o CINM”, sublinhou.

António Lopes da Fonseca destacou que neste momento, todas as operações relacionadas com a SDM representam, em termos de emprego, 3.540 postos de trabalho diretos, apenas e só na RAM, fora os postos de trabalho indiretos, o que significa que existem centenas de empresas registadas, quer na área internacional, quer no Registo Internacional de Navio (MAR). “Estamos a falar de mais de 2.500 empresas”, vincou.

“É importante referir que, das empresas registadas, só no ano de 2021, 30% foram empresas tecnológicas que têm um potencial enorme para a Região. E, neste momento, nenhuma empresa se pode registar. Esperemos, sinceramente, em 2023, poder voltar a registar empresas, pois temos um potencial de atração enorme destas empresas, sobretudo nas áreas tecnológicas. A Região Autónoma da Madeira tem condições para o fazer e o Centro Internacional de Negócios em particular”, salientou.

“Estamos apreensivos porque, por um lado, não há um esclarecimento cabal, quer da parte da Comissão da Especialidade, no sentido de ter anunciado já que existe uma proposta concreta. Sabemos que poderá haver um entendimento entre o PSD e o PS na Assembleia da República, para que, na especialidade, se aprove uma proposta, mas ela não existe concretamente. Também o estudo que o Governo da República mandou publicar, estudo esse encomendado à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, nos deixa receosos”, destacou António Lopes da Fonseca.

“Ora, numa altura destas, em que se está a tentar negociar a inclusão na especialidade de uma proposta, no sentido de resolver o CINM, o Governo da República manda publicar um estudo em que se pode pôr em causa a continuidade do CINM”, sublinhou, acrescentando que “isto é grave e leva-nos a ficar apreensivos”.

O centrista frisou que espera agora que o Ministro das Finanças, Fernando Medina, reconheça a importância deste Centro, junto dos seus deputados do PS, na Assembleia da República, e aprove definitivamente esta prorrogação do registo de novas empresas, até finais de 2023, no CINM.

“Perder o Centro Internacional de Negócios é perder entre 10 a 12% do PIB regional, um valor que ronda os 115 milhões de euros anuais. Também o nosso Registo de Navios, que é o terceiro maior Registo de Navios Europeu, e poderá ficar em risco com esta situação do CINM”, disse, por fim.

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