Madeira: eurodeputada do PS defende compra conjunta de medicamentos

A eurodeputada do PS defendeu também regras para garantir maior transparência das farmacêuticas no stock de produtos e à retirada dos mesmos do mercado.

Sara CERDAS in the EP in Brussels

A eurodeputada do PS, Sara Cerdas, apelou a que a União Europeia aposte na compra conjunta de medicamentos essenciais face à escassez que se tem verificado.

Sara Cerdas defendeu um mecanismo semelhante ao implementado para as vacinas contra a Covid-19, sublinhando que o acesso a medicamentos “não pode flutuar” em consequência de guerras, pandemias, inflação ou outras disrupções.

Com a implementação da compra conjunta de medicamentos Sara Cerdas acredita que a União Europeia teria “maior poder negocial” face às empresas farmacêuticas. Isso “seria essencial” para garantir que ninguém tem falta de cuidados, especialmente os doentes crónicos, mas também “essencial para evitar a sobrecarga dos serviços e dos profissionais de saúde”, acrescentou a eurodeputada socialista.

A diretora geral da DG Santé – Comissão Europeia, Sandra Gallina, foi ouvida em audição no Parlamento Europeu. O mecanismo sugerido por Sara Cerdas teve a concordância da diretora geral contudo esta alertou que neste momento “significaria a compra de medicamentos a preços inflacionados, ou seja, a um preço mais alto no mercado do que o habitual”.

A eurodeputada socialista sugeriu a implementação de outras medidas como: identificação dos fármacos em falta e dos pontos da produção e abastecimento onde há falhas, por parte da Agência Europeia do Medicamento (EMA); regras para garantir maior transparência das farmacêuticas no que diz respeito ao stock de produtos e à retirada dos mesmos do mercado.

Sara Cerdas referiu que não existe falta de medicamentos em Portugal, face às declarações do ministro da Saúde, Manuel Pizarro, mas alertou que noutros países da União Europeia a situação tem se agravado.

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