Madeira: JPP reivindica pagamento de 42 cêntimos por quilo de cana-de-açúcar

O partido quer que o apoio passe de 30 para 42 cêntimos. O JPP disse ser vergonhoso que o executivo regional não apoie com um cêntimo o sector. A força partidária considerou que mais uma vez “os agricultores estão a ser escravizados” e diz que o executivo regional preocupa-se apenas “em atuar como regulador desta atividade, sem dar qualquer tipo de apoio a este sector”, algo que disse ser “extremamente preocupante”.

O JPP vai propor o pagamento de 42 cêntimos por aquilo de cana-de-açúcar aos produtores, em sede de discussão do Orçamento Regional para 2023, face aos atuais 30 cêntimos. O partido criticou a falta de apoio do executivo regional e considera vergonhoso que o Governo Regional “não apoie com um cêntimo” estes produtores.

O vice-presidente do grupo parlamentar do JPP, Rafael Nunes, considerou que os produtores de cana sacarina enfrentam um “cenário muito complicado” e lamentou a fala de apoio do Governo da Madeira ao sector.

Rafael Nunes referiu que a inflação tem prejudicado a produção de cana-de-açúcar com aumentos “que duplicaram nos valores dos adubos e dos remédios agrícolas, por exemplo”, perante custos de produção “acima da média, a situação está muito complicada para produzir este produto que tão bem representa a Região Autónoma da Madeira”.

O deputado do JPP referiu que os produtores de cana sacarina recebem 30 cêntimos por cada quilo de cana entregue nos engenhos, “sendo 17 cêntimos de origem comunitária e os restantes 13 cêntimos, pagos pelos engenhos”, sublinhando ser vergonhoso que “do Governo Regional, nem um cêntimo venha para ajudar estes produtores, principalmente na atual conjuntura”.

Rafael Nunes considerou que mais uma vez “os agricultores estão a ser escravizados” e diz que o executivo regional preocupa-se apenas “em atuar como regulador desta atividade, sem dar qualquer tipo de apoio a este sector”, algo que disse ser “extremamente preocupante”.

O deputado do JPP considerou urgente “melhorar a economia familiar agrícola destes milhares de produtores que vivem desta atividade e que, para além disso, tentam garantir esta paisagem natural da nossa Região”.

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