Madeira: PAN pede suspensão do programa de digitalização da educação

O partido alerta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o problema de visão causado pelos écrans “aproxima-se de uma situação pandémica” e de a OMS ter classificado os telemóveis tablets e outros dispositivos sem fio com um risco de categoria 2B (possível carcinogénico), devido à emissão de radiação, sendo as crianças e os jovens ainda mais vulneráveis a estes perigos.

O PAN Madeira reivindica ao Governo Regional da Madeira a suspensão do programa de digitalização da educação. A força partidária voltou a solicitar ao executivo madeirense os estudos que sustentaram a decisão de avançar para a digitalização da educação, pedidos a 22 de outubro, que “continua sem resposta”, bem como o nome dos especialistas ouvidos e quando é foi feita a auscultação aos professores.

O partido refere que este pedido de suspensão do programa de digitalização da educação se deve a motivos como: a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerar que o problema de visão causado pelos écrans “aproximarem-se de uma situação pandémica”; e a OMS ter classificado os telemóveis tablets e outros dispositivos sem fio com um risco de categoria 2B (possível carcinogénico), devido à emissão de radiação, sendo as crianças e os jovens ainda mais vulneráveis a estes perigos.

O PAN Madeira chama a atenção para os relatórios da OMS que abordam “o aumento exponencial” de problemas de visão entre as crianças expostas por um número excessivo de horas aos écrans, e os estudos apresentados pela Academia Americana de Pediatria, e pela Sociedade Canadiana de Pediatria, que recomendam que as crianças e jovens até aos 12 anos “não sejam expostas” a tantas horas de ecrãs e a tantos meios tecnológicos, sob o risco de: “aumento dos casos de miopia; aumento das taxas de depressão infantil, ansiedade; aumento dos casos de défice de atenção, autismo; prevalência de psicoses e comportamentos bipolares; aumento da impulsividade; aumento do sedentarismo, os excessos de tecnologias acabam por atrasar o desenvolvimento físico da criança”.

O partido questiona como é que perante “evidências e relevantes testemunhos científicos” o Governo Regional insiste numa política de écrans sem “qualquer suporte científico” e que segundo a OMS e a Academia Americana de Pediatria “pode causar danos irreparáveis” na saúde das nossas crianças e jovens.

Nesse sentido a força partidária questiona “que pedagogos defenderam a substituição dos manuais tradicionais pelos manuais digitais”; e “quem assumirá o custo dos tratamentos médicos se esta política de écrans tiver as consequências desastrosas para as quais a OMS e a Academia Americana de Pediatria alertam”.

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