Madeira prevê investimento público de 800 milhões de euros

O Orçamento Regional da Madeira prevê também a recuperação do tempo de serviço nas carreiras gerais dos professores e dos profissionais da saúde, que terá um impacto financeiro de 12 milhões de euros.

O investimento público vai atingir os 800 milhões de euros, disse Pedro Calado, vice-presidente do executivo madeirense, durante a discussão do Orçamento Regional da Madeira e do Plano e Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração da Região Autónoma da Madeira (PIDDAR), que se iniciou esta terça-feira na Assembleia Legislativa da Madeira.

Este volume de investimento público será sustentado através de fontes financeiras como: fundos europeus, pela Lei de Meios, por fundos nacionais, e também pelo fundo de resiliência, explicou Pedro Calado, na Assembleia da República.

Entre as principais áreas abrangidas por este investimento público estarão: água, habitação, saúde, energias renováveis, e a digitalização da administração pública.

Carreiras de professores e profissionais de saúde tem impacto de 12 milhões de euros

O Orçamento Regional prevê também a recuperação do tempo de serviço nas carreiras gerais dos professores e dos profissionais da saúde, que terá um impacto financeiro de 12 milhões de euros, disse o governante.

Existem três milhões de euros para os cuidadores informais.

Para o parque habitacional estão alocados 27 milhões de euros, para a aquisição e arrendamento de habitação tem um milhão de euros, quatro milhões de euros para a eficiência e poupança energética.

Já no programa Estudante Insular, que permite aos estudantes que estudam fora da Madeira, pagar 65 euros nas viagens entre continente e Madeira, estão previstos mais cinco milhões de euros.

Turismo deve iniciar recuperação em 2021

O vice-presidente do executivo madeirense espera que o turismo inicie a sua recuperação em 2021.

Para efetivar esse cenário, disse o governante, foram reforçadas as verbas para a promoção e competitividade do destino Madeira.

“são cerca de 13 milhões de euros para a Associação de Promoção da Madeira (APM), para ajudar na crise causada pela pandemia. São nove milhões de euros para eventos e mais conteúdos turísticos, para atrair outros mercados turísticos”, acrescentou o vice-presidente do executivo madeirense.

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