Madeira: PS quer devolver rendimentos através da descida de impostos

O presidente do PS Madeira referiu que o partido tem defendido a aplicação do diferencial fiscal em sete dos nove escalões de IRS em que os madeirenses continuam a pagar mais do que os açorianos, e também a redução do IVA relativamente às taxas do continente.

O presidente do PS Madeira, Sérgio Gonçalves, voltou a defender a descida de impostos como forma de devolver rendimentos.

O aumento do custo de vida, o acentuar das desigualdades e o facto de a Madeira ser a região do País com o maior índice de risco de pobreza e exclusão social e o mais baixo poder de compra foram argumentos usados pelo líder do PS Madeira para justificar a baixa de impostos.

Sérgio Gonçalves mostrou preocupação com o aumento das desigualdades, e lembrou que os dados da Direção Regional de Estatística indicam que os 20% mais ricos ganham três vezes mais do que os 20% mais pobres, acrescentando que este indicador se agravou em 2020.

“O Governo Regional nada faz e não se preocupa efetivamente com a vida dos madeirenses e com o aumento do custo de vida que têm enfrentado ao longo dos últimos meses. Nós sabemos que os valores das avaliações bancárias para o mercado da habitação, bem como os valores dos imóveis e das rendas, subiram consideravelmente ao longo dos últimos tempos e é necessário devolver rendimentos aos madeirenses para enfrentarem todos estes problemas”, refere o socialista.

O presidente do PS Madeira sublinha que a isto se junta os aumentos de preços na ida ao supermercado e também no abastecimento das viaturas.

PS defende baixa de impostos

O socialista recordou que o PS tem defendido a aplicação do diferencial fiscal em sete dos nove escalões de IRS em que os madeirenses continuam a pagar mais do que os açorianos, e também a redução do IVA relativamente às taxas do continente, “permitindo às pessoas e às famílias terem mais rendimento disponível e poderem faze face a estes aumentos de custos que tantos problemas lhes trazem”.

O líder do PS Madeira referiu que na discussão da alteração do Orçamento Regional não foi contemplado esse desagravamento fiscal.

“Não sabemos se o Governo Regional terá intenção de reduzir impostos para 2023, mas sabemos que se o fizer apenas para o orçamento de 2023, por um lado fá-lo já de forma tardia, porque é neste momento que as pessoas sentem um aumento do custo de vida e precisam efetivamente de ser ajudadas, e, por outro lado, terá objetivos claramente eleitoralistas num ano de eleições regionais, onde o executivo irá tudo prometer para depois estar mais quatro anos a ter resultados como estes e a revelar estes indicadores, levando a Madeira uma vez mais para a cauda do País”, afirmou o dirigente socialista.

“O Governo Regional pode dizer o contrário, mas a estatística não mente e os indicadores revelam, de facto, o falhanço que foi a governação de Miguel Albuquerque”, acrescentou o presidente do PS Madeira.

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